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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2014 tem menos Plantões e nova liderança no ranking


O Plantão da Globo é uma das medidas mais eficiente para que a relevância de uma notícia seja medida, certo? Com ou sem a vinheta trágica, um boletim extra na programação do canal garante e importância de determinado fato. O Território traça agora um resumo sobre essas pautas em 2014. Todos os cálculos foram baseados na lista disponibilizada pelo próprio blog. Você pode conferir melhor cada imagem após clicar nela. Esse post prossegue uma tradição iniciada há 1 ano e contabiliza também dados da soma dos anos, que serão atualizados futuramente. 

Igualmente, vários boletins em um mesmo dia sobre o mesmo tema foram computados como um só. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SuceSochi 2014

A Olimpíada de Inverno de Sochi parece ter decidido cumprir exatamente o que seu slogan prometia. Além de quente nas disputas e fria nas temperaturas, foi também nossa. Apesar do desempenho pífio, a maior delegação brasileira de todos os tempos teve também a maior cobertura televisiva já feita sobre a gelada competição.

Se a veterana Isabel Clark decepcionou no snowboard, a Globo não teve um revés em seu histórico por Sochi. Pelo contrário. A emissora que mal noticiava os Jogos de Turim 2006 em seus telejornais (e não teve os direitos de transmissão de Vancouver 2010) dedicou minutos diários ao evento em praticamente todos os seus telejornais de rede (com exceção ao Jornal Hoje, já que esse é precedido pelo Globo Esporte). Por muitos dias, mais se falou sobre curling no Jornal Nacional do que sobre futebol.

Ponto também para o bem sucedido boletim da madrugada. Experiência testada primeiramente na Paralimpíada de Londres, a exibição de um programete de cerca de 30 minutos com o resumo diário do evento avançou muito com o apresentador e ex-judoca Flávio Canto finalmente soando tão naturalmente na televisão quanto nos tatames. O pacote visual com Globolinhas para quase todas as modalidades e a procura em sempre receber especialistas no que era comentado fez a diferença.

Preocupação que não foi similar na Record. A ginasta Luisa Parente por muitas vezes esteve nas transmissões da Barra Funda falando sobre patinação. Apesar da bela estética proporcionada por ambas as provas, as diferenças claras poderiam ter pesado para a procura de um nome mais técnico. Aliás, o canal infelizmente cumpriu o “anunciado” pela coluna antes mesmo do mundo se reunir para o fogo olímpico ser aceso na Rússia.

Essa coluna foi publicada originalmente no NaTelinha

Com duração maior do que o concorrente, o Jornal da Record muitas vezes abriu menos espaço para cobertura olímpica do que o JN. Será que a inexperiência no esporte pesou tanto para o canal quanto para nossa jovem patinadora Isadora Williams?

Mas quem queria acompanhar eventos ao vivo em TV aberta teve que se contentar com Record News e Band. Apesar de não terem nenhum profissional enviado para Sochi, ambas foram as emissoras que acumularam mais horas no ar com competições. E incrementaram a audiência em faixas horárias em que beiravam o traço. Aliás, juntando-se todas as transmissões de agora contra a exclusiva da Record há quatro anos, é perceptível um crescimento de 30% na audiência. Ou seja, o brasileiro nunca antes prestigiou tanto os esportes gelados. E isso excluindo da conta o SporTV, que chegou a exibir 12 horas consecutivas de competições em determinados dias. O BandSports também dedicou boa parte de sua programação ao evento.


A repercussão foi tamanha que até mesmo importamos uma musa russa: Anna Sidorova. Ao som do Molejo, a bela capitã da equipe de curling da antiga União Soviética rendeu algumas das tantas belas imagens proporcionadas pelo espírito olímpico. O hit chiclete “Oh, Sidorova, eu sou seu fã” virou pauta até mesmo na TV dinamarquesa. O bom humor reinou ainda com os profissionais brasileiros no Centro de Imprensa Internacional. Com os países nórdicos destacando suas medalhas nas portas do estúdio, a saída encontrada pelos nossos compatriotas foi o destaque ao escudo da CBF com uma emblemática mensagem: “Vemos vocês em junho”.

Só que apesar da Copa estar chegando, todos esses canais se reunirão novamente numa transmissão poliesportiva somente no Rio de Janeiro em 2016 (a Record nem mesmo exibe o Mundial). É esperar que os erros cometidos agora sejam uma lição do que deve ser consertado e não um indício do que acontecerá daqui a dois anos.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013: um ano de Plantões


O Plantão da Globo é uma das medidas mais eficiente para que a relevância de uma notícia seja medida, certo? Com ou sem a vinheta trágica, um boletim extra na programação do canal garante e importância de determinado fato. O Território traça agora um resumo sobre essas pautas em 2013. Todos os cálculos foram baseados na lista disponibilizada pelo próprio blog. Você pode conferir melhor cada imagem após clicar nela.


A vantagem de Christiane Pelajo é consolidada por causa da cobertura dos protestos de Junho. Destacável também a posição de Renata Vasconcellos mesmo tendo deixado o hard news para fazer o Fantástico. Abel Neto e Marcelo Courrege, ambos em boletins esportivos, foram os únicos repórteres que ancoraram direto. E Ana Paula Araújo consegue uma boa posição apenas por suas presenças eventuais no JN. Na guerra dos sexos, 8 mulheres ancoraram boletins em 2013. Foram 7 homens (contamos com o Evaristo).


O JG, assim como sua apresentadora, foi inflado pelos protestos. No caso do Fantástico, os únicos boletins sob a batuta do dominical foram em extremos do ano: a tragédia da boate Kiss em Janeiro e os funerais de Nelson Mandela agora em Dezembro.

Lembrando que vários boletins em um mesmo dia sobre o mesmo tema foram computados como um só. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Renata Vasconcellos: estreia boa demais para o atual Fantástico


Imagine Sebastian Vettel pilotando um Fusca. Ou Felipão treinando algum time de série D. Pode soar como exagero, mas essa comparação é aplicável quando falamos sobre a presença de Renata Vasconcellos no Fantástico, após anos brilhando no Bom Dia Brasil.

A estreia da nova apresentadora, sem nenhuma surpresa, foi deslumbrante. Segura, com figurino e maquiagem que só a valorizavam e a elegância de sempre, a doçura de Renata encantou agora o público dominical. Suas simples frases anteriormente valorizavam até pautas completamente aleatórias, como mais uma semana de competição do Medida Certa. E o recheio da edição de estreia, que teve direito a uma breve saudação especial do colega Tadeu Schmidt logo na abertura, não foi muito além do habitual. Até a grande reportagem soou repetitiva: mais uma revelação sobre espionagem sob o comando da sempre competente Sônia Bridi.


Na primeira reportagem de Renata, outra matéria relativamente fraca. Não que a competência de Wagner Moura seja contestada, mas uma conversa com ele não é difícil para emissora carioca, que certamente a conseguiria para Encontro, Estrelas e o que mais aparecer... Ainda mais com o visível tom de divulgação que foi emprestado.


A estreia de Renata também serve como alerta não apenas aos responsáveis pelo conteúdo do programa, como também ao seu colega de apresentação. Tadeu Schmidt é um excelente profissional, porém sempre teve liberdade para ousar mais ao ter a companhia de Zeca Camargo e Renata Ceribelli. Era o "engraçadinho" do programa. Agora é o profissional que está há mais tempo em seu comando. A postura fraca que combinava antes passa a ser decepcionante ao lado de uma colega que já começou se sentindo em casa.

A embalagem do show da vida também passou a ser totalmente em alta definição, o que só reforça a beleza de Renata. Mas o conteúdo vindo dela ainda tem que evoluir muito para que o programa retorne aos velhos tempos. Viver de furos isolados, como a entrevista com o papa Francisco, é pouco. O Fantástico tem potencial para conseguir se revelar interessante toda semana.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

As novas trocas no jornalismo global


De uns tempos para cá, passou a ser estranhável é quando a Globo não anuncia uma mudança nas bancadas de seus principais telejornais. Seja para promover um dinamismo interno ou por puro medo de concorrentes, a emissora vem tornando as danças das cadeiras já tradicionais. Jornal Nacional, Fantástico, SPTV 1, Bom Dia SP, Bom Dia RJ, RJTV 2, Bom Dia Brasil... Todos esses já haviam sido alvos de recentes alterações. E dois deles são reincidentes agora. 

É o caso do Bom Dia Brasil, que já havia trocado Renato Machado por Chico Pinheiro e agora vê Ana Paula Araújo ocupar a cadeira que era de Renata Vasconcellos. Confuso, não? Esmiucemos a troca de acordo com os envolvidos.

Renata Vasconcellos


Considerada injustiçada por muitos que a acham mais competente do que Patrícia Poeta para a vaga de Fátima Bernardes no JN, Renata estreou na TV pela Globo News. Inclusive, esteve presente no lançamento do canal de notícias. Mas não demorou para o charme da jornalista ganhar o Jornal Hoje dos sábados. Quando em 2002 se pensou numa reformulação para o Bom Dia Brasil, ela foi chamada. E ali começava uma parceria de 11 anos muito bem sucedidos. A partir de 2005, a âncora passou também a apresentar eventualmente o Jornal Nacional. E não somente da bancada. Durante as chuvas na Região Serrana do Rio em 2011, Renata apresentou o JN direto de Teresópolis por dois dias consecutivos, contribuindo também com VTs para as edições. Mas a carreira de Renata não se notabiliza somente por coberturas tristes. Ela também deu show em narrações ao vivo, como as do Casamento Real e da recente visita do papa Francisco ao Brasil.

Agora, Renata sai de um programa que tinha a sua cara para começar a se moldar ao Fantástico, pelo qual ela havia passado anteriormente somente por VTs. Sua simples chegada não alterará muito a ordem natural caso a direção não implemente também adaptações visuais e de conteúdo, por exemplo. Com folga, é a jornalista que assume maiores riscos nesse processo.

Renata Ceribelli


Essa outra Renata começou a carreira em afiliadas da Globo no interior paulista. E não chegou na rede pelo jornalismo, mas sim como repórter do Vídeo Show, em que passou praticamente uma década. Depois, ficou por anos como substituta imediata de Glória Maria e Patrícia Poeta no Fantástico. Realizou fortes entrevistas, como a primeira de Nayara após o sequestro em Santo André. E arrancou revelações também de Rosane Collor. Mas caiu mesmo nas graças do público foi com o sucesso do quadro Medida Certa.

Renata assume destino parecido com o de Renato Machado após sair do Bom Dia Brasil. Quer dizer, não tão parecido. Se o elegante âncora parou em Londres como correspondente exclusivo, Ceribelli ganhará Nova York, que serve como base para produção de matérias por toda a América do Norte.

Zeca Camargo


Oriundo da agora finada MTV Brasil, Zeca Camargo chegou na Globo para tornar o Fantástico mais jovem. Sempre antenado com cultura pop, sua passagem de 18 anos em que ficou ao lado de figuras como Pedro Bial e Fátima Bernardes foi marcada por entrevistas com grandes nomes da música mundial. E pela paixão por viajar. Essa foi a fórmula do êxito da Fantástica Volta ao Mundo. Ele ainda foi parceiro de Renata Ceribelli na primeira edição do Medida Certa.

O destino de Zeca é o Vídeo Show, programa que vem se reinventando, porém já parece combinar com o perfil do apresentador, que troca o jornalismo pelo entretenimento.

Ana Paula Araújo
Notabilizada nacionalmente pelo brilhantismo com que ancorou ao vivo por horas a cobertura da ocupação do complexo do Alemão, Ana Paula Araújo teve uma ascensão meteórica na Globo. Titular do RJTV 1, ela passou a estar presente em todas as bancadas. Era figurinha frequente do Bom Dia Brasil ao Jornal Nacional. E contava passagens pelo próprio Fantástico.

Enfim, a jornalista terá uma bancada em rede para chamar da sua. Ela agora comandará o Bom Dia Brasil ao lado de Chico Pinheiro, com quem já evidenciou uma excelente química diversas vezes.

Mariana Gross
A repórter pode dizer que é a cara do Rio. Se isso pode atrapalhar eventuais planos futuros para rede, é um trunfo que já a havia colocado entre as principais cotadas para assumir o Bom Dia RJ após a saída de Ana Luiza Guimarães para o RJTV 2. Meses antes, optaram pelo também competente Flávio Fachel. Mas agora, assim que foi anunciada a ida de Ana Paula ao BDBR, todos tinham certeza de quem seria sua substituta antes mesmo do anúncio oficial.

Silvana Ramiro
Com larga experiência em campo e eventualmente no próprio Radar RJ, Silvana agora passa a comandar o quadro em definitivo. Foi mais uma aposta segura e certeira em um nome identificado com a cidade.

André Marques
Vai para geladeira. Mas não é para comer mais. Pelo contrário. André sai do Vídeo Show após se tornar a cara do programa vespertino e agora projeta uns tempos de regime em um spa antes de encarar novos projetos.

Ana Furtado
Segue no que sabe fazer de melhor: ser casada com Boninho. Possivelmente alegará saudades da dramaturgia em breve.

Abaixo, segue o roteiro da despedida ao vivo e sem brilho realizada no Fantástico. Sabe-se lá por qual motivo, até mesmo a saída do Bom Dia Brasil agora foi tratada com uma incoerente discrição no ar.

Renata Ceribelli:
Ao longo do programa, Eu e Zeca anunciamos que tínhamos uma novidade para contar. Eu vou contar a minha, o Zeca vai contar a dele. A minha é a realização de um sonho antigo. Vou me mudar para Nova York. Mas continuo no Fantástico. Fui convidada a assumir a função de repórter especial e exclusiva do programa na América do Norte. Um desafio e tanto, que vai se iniciar em janeiro. Até lá, deixo o programa para preparar a mudança.

Zeca Camargo:
Meu desafio é outro: fui convidado a apresentar o Vídeo Show, um programa que eu adoro. Depois de 18 anos de Fantástico, 18 anos maravilhosos e ricos, confesso que fiquei dividido. Mas como recusar um desafio desses? Estar com vocês todos os dias, num programa diário, sempre cheio de novidades. Algo que me estimula demais. Só estreio em novembro, mas começo a me preparar desde já, deixando aqui o meu muito obrigado. Até lá!

Tadeu Schmidt:
Ao Zeca, à Renata, todo o sucesso do mundo nessas novas funções. Ficamos na torcida, recebendo agora a Renata Vasconcellos, que, a partir de domingo que vem, comandará o programa comigo.

Renata Vasconcellos:
Meu desafio também é grande. Qual profissional de TV não gostaria de receber um convite desses? Por isso, é com grande prazer que passo a fazer parte dessa equipe. Espero corresponder e contar com a sua companhia nas noites de domingo. Amanhã cedo ainda estarei no Bom Dia Brasil, para apresentar a Ana Paula Araújo, que vai me substituir na bancada do telejornal. Mas domingo que vem já estarei aqui com vocês, no show da vida

Tadeu Schmidt:
Bem-vinda Renata Vasconcellos, boa sorte Zeca, boa sorte Renata Ceribelli.  Estamos todos juntos - afinal, os desafios podem ser diferentes mas o propósito é um só: fazer uma TV Globo cada dia melhor.

E o de Chico Pinheiro ao se despedir de Renata, que há não muito tempo fazia o papel contrário: A Renata, que durante 11 anos foi uma das estrelas da manhã do jornalismo da Globo, brilhará agora nas noites de domingo da Globo. Desejo a ela todo o brilho e sucesso nesta nova empreitada. E agradeço muito pela maneira com que ela me acolheu durante estes dois anos que dividimos a bancada do Bom Dia Brasil. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SBT Notícias ainda não emplaca, porém se mostra agradável opção

Silvio Santos pensou em ressuscitar o Aqui Agora e depois cogitou lançar novamente o Boletim de Ocorrências, mas em rara ocasião, ouviu uma sugestão dos diretores de seu canal e adotou o nome SBT Notícias para o novo jornalístico de fim de tarde do canal. E a nova atração tem um pouco do DNA de cada um dos seus nomes de batismo.


As pautas divertidas e bizarras lembram o AA original, que marcou época na TV brasileira, de forma bem diferente das outras tentativas de seu retorno, como a ocorrida em 2008, quando foi comandado por Joyce Ribeiro, Luiz Bacci, Christina Rocha e Herberth de Souza. O conteúdo policial já amplamente abordado pelos concorrentes Cidade Alerta e Brasil Urgente e que também marcou o BO, seja com César Filho ou com a mesma Joyce Ribeiro, também está presente. E a bela apresentadora Neila Medeiros também faz com que recordemos das não menos belas Cynthia Benini e Analice Nicolau no SBT Notícias (Breves), o saudoso e popular Jornal das Pernas.

Dessa vez, mesmo sem closes tão generosos, que evidenciam uma certa maturidade conquistada pelo jornalismo do SBT ao longo da já gigante (para os padrões da casa) e bem executada gestão de Marcelo Parada, o carisma da apresentadora faz a diferença. Neila Medeiros era desconhecida do grande público, porém já havia demonstrado excelentes trabalhos na TV Ponta Negra, afiliada potiguar do SBT, e no SBT Brasília, no qual passou 5 anos no comando e regularmente batendo a Record e até a Globo na capital federal.


Neila é popular, porém não trash. Consegue se exaltar contra as autoridades mantendo o sorriso cativante com que manda beijos para mãe durante o telejornal. E cada vez mais dá conta do recado ao vivo também direto de São Paulo, mesmo sem ainda conhecer bem a cidade, como a própria assume em certos momentos. Passado o nervosismo da estreia, a apresentadora parece se sentir mais livre, o que fica evidente na interação com a também excelente Isabelle Benito, que ancora as notícias do Rio de Janeiro. Aliás, a mistura entre o tom "classe A" de Neila com o "classe C" de Benito dá um excelente resultado.

A âncora também interage com Marcelo Carrião, que acaba de desdobrando entre as notícias da redação e a narração das imagens do helicóptero, que sempre são precedidas por uma brega e desnecessária vinheta. A falta de equipe e espaço também impede uma conversa entre Neila e os apresentadores do SBT Brasil, que somente narram os destaques do noticiário em um VT.

Apesar dessas questões pontuais, o SBT Notícias estreou em alta no Ibope e até conseguiu vencer Datena, concretizando metade da profecia feita na chamada de estreia, que colocava Neila como a única apresentadora capaz de bater o apresentador da Band e também Marcelo Rezende. Os números vem caindo, mas ainda podem ser recuperados com a criação do hábito no telespectador. Caso Silvio Santos dê tempo ao tempo, a nova atração pode se tornar como uma interessante escada para o SBT Brasil, que há anos somente patina nos números. Em menor escala, ele poderia ter o mesmo poder que o Cidade Alerta desempenha em relação ao Jornal da Record. É aguardar para ver se isso ocorrerá ou logo poderemos ver alguns também agradáveis episódios de Chaves em horário nobre...

sábado, 7 de setembro de 2013

Um 7 de Setembro diferente

7 de Setembro é o Dia da Pátria. É quando lembramos que Dom Pedro I gritou "Independência ou morte!" nas margens do Ipiranga. É quando todas as capitais tem desfiles militares em suas principais ruas. Mas 1822 e 2013 guardam boas diferenças. Agora somos uma República. Uma democracia pulsante. E que desde Junho resolveu tomar as ruas. Por isso, não podemos dizer nem que todas as capitais viram as Forças Armadas desfilando, já que Maceió cancelou sua parada após a invasão do percurso por manifestantes.


Em Brasília, a situação foi controlada e a presidente Dilma pode ter o seu primeiro compromisso depois da reunião do G20 sem maiores incidentes, porém a capital federal ainda viveu momentos de tensão durante a tarde, enquanto o Brasil goleava a Austrália por 6x0 em um Mané Garrincha vazio.

Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Natal, dentre outras, também viram manifestações, ainda que reduzidas. A governadora até preferiu cancelar sua aparição na capital potiguar. Na fluminense, quase 100 detidos e a paulista teve o acessado do público ao Anhembi liberado somente após um esquema rígido de segurança. Curiosamente, um grupo chamado de Grito dos Excluídos já realizava protestos no 7/9 há anos, porém reunindo poucas pessoas e consequentemente chamando menos atenção da mídia.


E as principais redes de televisão se empenharam na cobertura. Inicialmente com a vinheta própria da data, a Globo colocou Carlos Tramontina no ar desde cedo em boletins ancorados do estúdio paulista do Globo Notícia. Uma das interrupções durou mais de 30 minutos, sendo sucedida por outras mais rápidas, essas já com a vinheta do Globo Notícia. Além de uma edição praticamente especial do Jornal Hoje sob o comando de Zileide Silva e uma interrupção direto com os repórteres Vladimir Netto e Poliana Abritta durante o Praça TV 1, Ana Paula Araújo surgiu chamando links de Gioconda Brasil e Veruska Donato ao longo de toda a tarde, inclusive antes, no intervalo e depois do amistoso da Seleção. As chamadas do Jornal Nacional também funcionaram em um esquema diferente, contando com entradas direto das cidades em que o clima ainda era mais tenso. E o JN do dia ganhou a famosa data na escalada.

Na Record, além do esticamento do Fala Brasil, William Travassos entrou por telefone narrando imagens aéreas da confusão formada no Rio de Janeiro durante o Esporte Fantástico.

Dentre os canais de notícias, a Record News se baseou em reprises da Record até o final da tarde e a Globo News seguiu ao vivo durante diversos momentos do dia, alternando os protestos com a cobertura da escolha de Tóquio como cidade olímpica de 2020.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A semana histórica na mídia brasileira: O gigante acordou

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Belém, Porto Alegre... Essas e muitas outras capitais foram tomadas por manifestantes ao longo de uma semana que entrará para história política do país. Foram muitas manifestações, com muitas pessoas e muitos pedidos. Superlativos que também aparecem nas transmissões de TV.


17/6 | Na segunda, a revolta popular já era imensa. Seja na Avenida Paulista ou na Getúlio Vargas, dezenas de milhares lotavam as cidades. A Record fez sua habitual cobertura ao vivo com Marcelo Rezende durante o Cidade Alerta e apertou a concorrência. Na Band, José Luiz Datena foi escalado para um Plantão que durou do final do telejornal do canal até o CQC, que também contou com entradas ao vivo de Márcio Campos e Felipe Andreoli. Na Globo, a principal marca do dia foi a mudança de tom da cobertura. Não que o canal estivesse contra os manifestantes antes, mas os apresentadores e repórteres passaram a observar excessivamente que apenas grupos isolados praticavam atos de vandalismo. O primeiro boletim do canal foi comandado por Patrícia Poeta ainda durante a Sessão da Tarde. Entre Malhação e Flor do Caribe, novo boletim extraordinário. E foram tantos outros, seja com a âncora do JN durante Sangue Bom ou com Christiane Pelajo durante Amor à Vida. Na Tela Quente, diversos comerciais foram feitos apenas para realização de entradas ao vivo. E vários telejornais locais tiveram suas durações ampliadas para mostrarem os protestos em tempo real, como o DFTV, que mostrou a ocupação do teto do Congresso.

Com baderna ou sem baderna?
Na Band, Datena passou por maus momentos durante o Brasil Urgente da segunda. Ele havia questionado se o público era a favor de protestos com baderna. Mesmo com o apresentador se posicionando claramente contra, a resposta do público o contradisse.

Invasão da marquise do Congresso foi uma das imagens marcantes da segunda

Sede paulista da Globo cercada
Acuada na cobertura e tendo até mesmo que escalar repórteres desconhecidos e sem canoplas para as ruas, a Globo se pronunciou através de editorial no JN. "A TV Globo vem fazendo reportagens sobre as manifestações desde o seu início e não tem nada a esconder. O excesso da polícia, as reivindicações do Movimento Passe Livre, o caráter pacífico dos protestos e quando houve depredação e destruição de ônibus. É a nossa obrigação e dela não nos afastaremos, direito de protesta pacificamente, é um direito dos cidadãos", disse Patrícia Poeta

18/6 | Na terça, a intensidade dos protestos estampou capas históricas para os principais jornais do país. E a repercussão empurrou William Bonner de volta para o Rio de Janeiro. Na edição anterior do JN, o âncora havia ficado limitadíssimo ao cobrir de Fortaleza apenas as notícias da Copa das Confederações. O apresentador justificou seu retorno, o único dentre os jornalistas que cobrem o evento esportivo para Globo.

Após anunciar que "Você viu que, nos últimos dias, eu estive acompanhando a seleção brasileira na Copa das Confederações. Aliás, como foi planejado com quase dois anos de antecedência. Mas, à medida que as manifestações de protesto foram se espalhando, foram crescendo pelo Brasil, automaticamente elas foram cada vez mais ocupando o noticiário do Jornal Nacional. É verdade que, mesmo à distância, eu e os colegas aqui da redação do Jornal Nacional temos total condição de trabalhar juntos, com a ajuda da tecnologia. Mas, depois dos acontecimentos de ontem, eu preferi voltar para cá e participar ainda mais de perto desta cobertura", Bonner chamou Galvão Bueno, que fez o papel de âncora da transmissão direto de Fortaleza. Ainda na Globo, os boletins do JG com Christiane Pelajo voltaram a marcar presença em boa parte da grade a partir da exibição da novela Amor à Vida. Show da Fé e Os Simpsons voltaram a ser cancelados na Band, assim como a Record repetiu o esticamento do JR.

Carro da Record incendiado
Uma das notas tristes da terça de protestos foi o incêndio de uma Unidade Móvel de Jornalismo da TV Record em São Paulo. O assunto ganhou ampla repercussão, incluindo referências nominais, em todas as concorrentes.


Ainda no Cidade Alerta, que transcorria durante o incêndio, a Record confirmou que toda a equipe, liderada pela repórter Merie Gervásio, passava bem.

Em nota oficial, a emissora "reafirma o seu compromisso de transmitir com fidelidade o protesto pacífico de milhares de pessoas nas ruas brasileiras e lamenta apenas que pequenos grupos tentem impor as suas ideias pela violência".

19/6 | O jogo da Seleção Brasileira parece ter esfriado os ânimos dos manifestantes na quarta, que relativamente foi mais tranquila. O anúncio da redução das tarifas em São Paulo e no Rio de Janeiro também  contribuiu para o clima de calmaria, claro. A coletiva de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin em São Paulo foi transmitida ao vivo pela Globo imediatamente depois da vitória brasileira sobre o México. Patrícia Poeta chegou até mesmo a conversar com o narrador Galvão Bueno por alguns instantes.


Durante a partida, Galvão mostrou cartazes de manifestantes no Castelão, que foram capturados por câmeras exclusivas da Globo. Também chamou atenção a cantoria completa do Hino Nacional pela torcida, mesmo após ser encerrada a parte da trilha editada pela Fifa. 

O clima só não foi tão amistoso em uma afiliada que teve o link invadido por manifestantes. No dia anterior, situação parecida já havia ocorrido em rede nacional com a Band. Aliás, devido ao futebol, o canal do Morumbi emendou o Jornal da Band, começado às 21h, com uma nova cobertura especial dos protestos sob a batuta de José Luiz Datena. 

20 de junho de 2013, "neste momento, as notícias mais importantes do dia estão transcorrendo diante dos seus olhos"



A edição histórica do Jornal Nacional foi aberta assim por William Bonner. "Aberta", já que Patrícia Poeta estava no ar há mais de 3h com as informações sobre a onda de protestos no Brasil em uma das mais surpreendentes coberturas da história global, quando boa parte da grade do horário nobre foi derrubada pelo jornalismo. Isso dá a dimensão do que foi o maior dia de mobilização nacional na história recente do país.


Antes desse momento, muitas mudanças ocorreram. A começar pelo cancelamento da transmissão de Espanha x Taiti, já que a Fifa impede a interrupção de imagens dos jogos gerados por ela. Para acomodar melhor os boletins, a Globo seguiu com sua grade normal de programação. Normal? Sem filme programado para Sessão da Tarde, já que o jogo era anunciado até a hora do Globo Esporte, a emissora tratou de esticar a novela O Profeta, que teve 10 breaks, grande parte deles com informações ao vivo comandadas por Patrícia, que mobilizava repórteres por todo o país. No break final, um grande boletim mostrava as cidades já lotadas, porém não houve o retorno para reprise, mas sim uma exibição surpresa de Malhação, que deveria voltar ao ar apenas na sexta. Após 14 minutos de capítulo, finalmente se entrou o boletim definitivo, sem nenhuma vinheta. Havia apenas o aviso verbal de que ali se interrompia a programação. Antes disso, foram 48 minutos de flashes durante a tarde, como diria o próprio William Bonner durante o encerramento do Jornal Nacional.

Jornal Nacional histórico. Afinal, como definir onde ele começou? Com Poeta comandando sozinha o boletim definitivo? Com William Bonner chegando para lhe fazer companhia? Com a vinheta de corte pontualmente às 20h30? Para William, na própria edição, prevaleceu a primeira opção. Para o site do JN, ao carregar a íntegra na internet, a segunda. Para Globo, ao direcionar os dados ao Ibope, a terceira. 

A referida chegada de William foi por volta das 19h50, quando o próprio admitiu que até então produzia a edição do JN e que não faria sentido planejar-se uma edição pelos fatos estarem acontecendo "ao sabor dos acontecimentos que estão se desdobrando na frente da tela". Em seguida, o também editor-chefe emendou um editorial defendendo a liberdade de imprensa, partindo da deixa do incêndio em um carro de reportagem do SBT no Rio de Janeiro. No mesmo dia, um veículo da Band Natal também foi depredado. 


Cerca de 40 minutos mais tarde, no horário em que deveria acabar Sangue Bom, que fora cancelada no dia, assim como Flor do Caribe e a segunda edição do Praça TV, entra no ar a vinheta de patrocínio do Bradesco e o selo de abertura. Mas vão veio a escalada depois, apesar da trilha histórica do Jornal Nacional, antes usada em 2013 apenas na definição do conclave que elegeu Francisco como papa, ficar ao fundo da fala de William Bonner por alguns instantes. Era mesmo uma "edição completamente diferente daquelas que estamos habituados". Naquele momento, disse Bonner, as notícias mais importantes do dia estavam transcorrendo diante dos olhos do públicos. A imagem na tela era a de um pequeno grupo tentando invadir o Palácio do Itamaraty. 

A edição do JN no dia teve apenas 2 VTs, ambos sobre a Copa das Confederações, exibidos no penúltimo bloco da edição e chamados diretamente pelos apresentadores. Sobre as manifestações, apenas informações ao vivo. Às 21h20, com um editorial que defendia a maioria pacífica, era encerrada a edição que proporcionou momentos peculiares, como as conversas de Patrícia Poeta com a produção para definir qual seria o próximo link a ser chamado. E com a promessa, de fato cumprida, de interrupção durante todos os breaks da novela Amor à Vida. No primeiro, pelo próprio Bonner. Depois, com Christiane Pelajo dos estúdios do Jornal da Globo, como ocorria nos dias anteriores. Os créditos subiram  ao som da trilha especial. 



Excepcionalmente, a edição foi liberada na internet também para quem não é assinante da globo.com. 

Simultaneamente, a Record prosseguia com sua cobertura, que durou até 22h30. A da Band, começada apenas após 21h por causa de compromissos com a Copa das Confederações, foi até 23h. No SBT, as entradas ao vivo ocorreram durante o Programa do Ratinho, porém já haviam começado desde a tarde, quando derrubaram o Casos de Família.

21/6 | Na sexta, o noticiário voltou a ser tomado pelos protestos. Basicamente, pela repercussão deles, já que a onda de manifestações foi menor. Boa parte dos telejornais locais da Globo, que no dia anterior falaram sobre o movimento apenas em boletins regionais no break de Amor à Vida, foram dedicados ao assunto. No Bom Dia Brasil, a escalada foi integralmente sobre isso. 



Já o JN, que começou mais tarde por causa do horário político, foi interrompido também pela rede nacional da presidente Dilma Rousseff, que prometeu convocar os líderes dos protestos para reuniões, voltou a ser dividido apenas entre um amplo espaço para as manifestações e um minúsculo para Copa das Confederações, que ainda foi repleto de gafes. Primeiro, Bonner interrompendo Galvão Bueno na ida para o break. Depois, o microfone do narrador falhou. Entre trancos e barrancos, Galvão falou e a edição terminou apenas após 21h40, uma marca praticamente histórica numa semana que realmente fez história. Bonner e Poeta retornaram no dia seguinte, mesmo sendo um sábado, assim como ocorreu com Sandra Annenberg e Evaristo Costa no Jornal Hoje. 

O Globo Repórter da sexta, em raro momento factual, foi dedicado aos protestos. 

O dia também serviu para divulgação das capas das revistas semanais. Veja e Época estamparam os selos de edição histórica e edição especial, respectivamente. 

Opiniões conturbadas

Quando o Brasil para por um tema, muita gente para para falar sobre esse tema. Não foi diferente com a onda de manifestações. Arnaldo Jabor foi um dos primeiros a falar sobre o assunto na TV. E a se precipitar também. . Após classificar o Movimento Passe Livre meramente como baderna, o jornalista voltou atrás. “Outro dia eu errei, sim. Errei na avaliação do primeiro dia das manifestações contra o aumento das passagens em São Paulo. Falei na TV sobre o que me pareceu um bando de irresponsáveis fazendo provocações por causa de 20 centavos. Era muito mais que isso”, disse.

Se falando em #opinião, obviamente também não falta espaço para Rachel Sheherazade. Sempre polêmica, a jornalista fez uma certa crítica ao tom apartidário das manifestações brasileiras: "Nós, brasileiros, temos todos os motivos do mundo para reclamar! Mas, se não focarmos as prioridades, não chegaremos a lugar algum. Porque uma hora os protestos vão virar lugar comum, as passeatas vão cansar... Interessante é que o movimento se diz apartidário e quer mudar o país. Mas, numa democracia, não é possível fazer mudanças sem a interveniência dos partidos e a ação dos políticos. Ou será que queremos voltar ao regime de exceção, sem parlamento, sem representação, sem eleição? Os políticos são um mal necessário. E se eles não nos representam, que os mudemos! Candidatem-se os bons! Elejamos os honestos! Chegou a hora de decidir se queremos continuar a viver numa democracia ou se preferimos transformá-la em anarquia".

Outra estrela do SBT, Ratinho, foi mais direto e também se tornou hit na internet ao dizer que "a população está de saco cheio".

Aliás, é sempre bom lembrar que o SBT tem helicóptero, mas não Globocop.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A despedida que não aconteceu

As trocas nos comandos dos jornalísticos globais recentemente se tornaram eventos que dominam as edições em que elas são consumadas. Nada mais justo. Afinal, o público merece ver a despedida de alguém que o fez companhia por diversos anos. Foi assim com Fátima Bernardes e Patrícia Poeta no Jornal Nacional, a própria Poeta e Renata Ceribelli no Fantástico, Mariana Godoy, Chico Pinheiro e César Tralli no SPTV 1, dentre tantas outras. Ou seja, esses momentos pareciam ter se tornados rotineiros. Mas a suposta rotina foi quebrada na última sexta, derradeiro dia em que Carla Vilhena esteve sob o comando do Bom Dia SP.

Segundo o colunista Daniel Castro, Carla escreveu um texto para se despedir do público, porém foi impedida pela direção de o ler no ar. Abalada, ela não aguentou seguir no ar e teve de ser substituída pela moça do tempo Eliana Marques no comando do bloco paulista do Bom Dia Brasil.

E a troca no comando do Bom Dia SP ganha contornos ainda mais estranhos quando constatado que a Carla foi imediatamente substituída na última segunda por Monalisa Perrone, sendo que Rodrigo Bocardi vai assumir definitivamente o comando do jornalístico em breve.

Ainda segundo o colunista, Carla descobriu sobre a mudança apenas na véspera e através da imprensa. Em vídeo da parte que a jornalista chegou a apresentar no Bom Dia Brasil da sexta, o abalo dela é visível. 

Egressa da primeira edição do SPTV antes de assumir o Bom Dia SP, Carla deve se tornar repórter do Fantástico.

Atualização




Atualização da atualização

Se utilizando da assessoria de imprensa, Carla Vilhena finalmente falou oficialmente sobre o tema. Abaixo, segue a nota que foi reproduzida pelo iG:

"Em relação à nota sobre minha saída do Bom Dia São Paulo, gostaria de esclarecer que fui informada por Cristina Piasentini, diretora de jornalismo em SP, uma semana antes de sair de férias, que, por conta de um convite do Fantástico para reforçar a equipe do programa na capital paulista, caso eu aceitasse, deixaria a bancada do matinal. Depois de anos acordando cedo, embora ame o Bom Dia, aceitei. Não é verdade que chorei no ar, tendo de ser substituída às pressas. Sou uma profissional com anos de atividade, experiente. Como qualquer pessoa, já me emocionei com notícias do próprio telejornal, nunca por uma situação pessoal. Naquele dia, isso não ocorreu. Já havia encerrado minha participação prevista no Bom Dia Brasil, quando me comovi conversando com uma colega grávida. A participação de Eliana Marques no Bom Dia Brasil, chamando o Globocop, já tinha ocorrido em outras ocasiões. Quis me despedir no ar na sexta, mas fui informada para não fazê-lo, porque estava saindo de férias. Farei minha despedida ao apresentar Rodrigo Bocardi ao público na estreia dele, como já ocorrido em outras ocasiões com outros colegas. Lamento que uma mudança tão positiva na minha vida profissional tenha gerado tantas notícias truncadas. Sempre fui muito bem tratada na Globo, por todos, e continuo a ser. Tenho orgulho de fazer parte dessa equipe e ajudar a engrandecer o jornalismo da maior empresa de comunicação do país. A Globo me autorizou a dizer que o anúncio oficial sobre a minha saída e a entrada do Bocardi será feito nos próximos dias, quando a emissora achar conveniente. Carla Vilhena".

terça-feira, 19 de março de 2013

O primeiro julgamento transmitido ao vivo no Brasil

A transmissão ao vivo do julgamento de Mizael Bispo, então acusado pela morte da advogada Mércia Nakashima, pode ter sido um divisor de águas no meio jurídico brasileiro. Liberada por defensores e acusadores e avalizada pelo juiz, a exibição direta de boa parte dos momentos no tribunal do júri conseguiu integrar a opinião pública de maneira direta ao que acontecia no tribunal.

Pela internet, G1, R7 e até mesmo o site do SBT abriram páginas especiais para transmissão realizada em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Na TV, a Record News abriu mão de boa parte da sua programação para exibir a cobertura, que chegava a ultrapassar a marca de 10 horas por dia e conseguiu picos elevadíssimos para seu padrão habitual. Durante toda a semana, programas como o Brasil Urgente e o Cidade Alerta repercutiram os principais destaques acontecidos no fórum e até mesmo o Jornal Nacional dava ao tema o maior destaque de suas edições depois da cobertura da sucessão papal.

Para divulgação da sentença, a Record optou por fazer uma transmissão direta a partir do Hoje em Dia, passando por Balanço Geral SP, Programa da Tarde e culminando no Cidade Alerta. Os índices de audiência corresponderam ao esforço. A emissora liderou durante boa parte do tempo (5 horas entre 7h e 17h42 - momento em que a sentença foi lida) e obteve sua melhor média diária do ano. Só não foi melhor pela esperteza da Globo em cancelar a exibição de Malhação para São Paulo e exibir uma edição especial do Globo Notícia, sob o comando de Christiane Pelajo. A Band também transmitiu a íntegra da condenação de Mizael ao vivo, enquanto o SBT optou por exibir apenas um rápido boletim.

Mizael foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de sua ex-namorada. A condenação pela autoria do crime veio do júri de forma unânime.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

12/12/12


12h, 12m e 12s.
12/12/12.

Assim foi fechado um ciclo iniciado desde 1/1/1 e que voltará a se repetir apenas no próximo século.

Assim como no 11/11/11, a repercussão voltou a agitar a mídia em todas as escalas. De fotos sendo postadas nas redes sociais até maternidades lotadas e casamentos marcados, passando ainda pelo jogo de despedida do goleiro Marcos, o 12/12/12 certamente reservou seu lugar na história.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11

Onze de novembro de dois mil e onze. Assim, a data de hoje até pode parecer sem graça. Mas tudo muda quando falamos do 11/11/11.

Afinal, o evento só se repetirá no próximo século. Mas apesar das especulações, se você está lendo esse post é porque passou imune pelo dia histórico. Prova de que uma simples coincidência sozinha não é o que irá alterar os rumos do planeta.

Na TV, a cobertura foi desde os amenos Jornal Hoje e SBT Brasil, até aos principais horários de Globo e Record. Nas redes sociais, o tema foi Trending Topic o dia inteiro entre piadas, teorias da conspiração e gente reclamando do suposto destaque excessivo ao tema. Mas quem disse que o jornalismo tem que noticiar apenas tragédias e catástrofes? Histórias interessantes e curiosidades também merecem espaço. O equilíbrio é a chave. Embora ele seja tão difícil de ser encontrado...


Jornal Hoje 



Jornal da Record (matéria que durou 1.11 minuto)  

Jornal da Band

Jornal do SBT Manhã
O SBT não disponibiliza seus vídeos para serem publicados em outros sites, mas a matéria está no portal da emissora.

O Jornal Nacional, principal telejornal do país, não ficou de fora da cobertura, mas dedicou um tempo bem mais modesto que os concorrentes.