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terça-feira, 4 de março de 2014

Retornando ao Carnaval carioca, Fátima Bernardes é ofuscada por Tiago Leifert

Quem passa 15 anos na bancada do Jornal Nacional chama naturalmente atenção por onde passa. Ainda mais quando depois de anos retorna para um posto que já ocupou. Mas Patrícia Poeta pode ficar aliviada. A substituída da vez foi Glenda Kozlowski, com a desculpa de que precisa se dedicar para transmissão da Copa do Mundo (como se Tiago Leifert, que estava na Sapucaí, não fosse uma das principais apostas da Globo para a cobertura do Mundial...).

Aliás, justamente Tiago que dissipou logo de cara todo o burburinho feito em cima do retorno de Fátima. O apresentador do Globo Esporte SP se tornou o grande destaque da transmissão global no Rio de Janeiro.

Antes de listar os feitos de Tiago, expliquemos que Fátima não chegou a ir mal. Na era dos comentários ácidos em redes sociais, a apresentadora quase passou ilesa. Na verdade, a web reproduziu o que ocorreu até entre seus colegas: a senhora Bonner ficou, de certo modo, ignorada.



Claramente orientada e sem temor de disfarçar isso (agradeceu aos “profissionais sempre competentes” da produção quando recebeu uma “colinha” sobre qual é o som emitido pela águia, o símbolo da Portela), Fátima passou as duas noites com seu tom simpático, porém manso. Destacava a beleza de uma alegoria ali, chamava um repórter acolá... E pronto. Todo esse clima protocolar definitivamente não combina com o Carnaval e tirou parte da folia característica dos desfiles.

No momento de receber os convidados durante o intervalo das escolas é que pode ter ficado evidente o maior problema da jornalista: os “vícios” adquiridos ao fazer o Encontro diariamente. Lidando com um bom número de convidados todas as manhãs, a agora apresentadora já tem sua tática para tratar com eles e a levou para Sapucaí. Algo que Tiago e Chico Pinheiro (narrador que fez dupla exitosa em São Paulo ao lado de Monalisa Perrone), que comandam programas jornalísticos, não possuem tão enraizadamente, assim podendo demonstrar novos lados durante o Carnaval.


De Tiago, aliás, vieram as melhores sacadas da transmissão. Ao ver a quantidade de globais trazidos pela Grande Rio, ele não hesitou em dizer que um possível acidente ali causaria sérios problemas ao Projac. E se corrigiu ao ver depois que a Beija-Flor trazia uma legião ainda maior de estrelas no embalo da homenagem à Boni: “Sujou para Grande Rio”.

O jornalista ainda destacou o The Voice Brasil, programa que comanda e é do núcleo do diretor Boninho (que também dirigiu a transmissão do Carnaval e ainda tem sob sua batuta o Encontro com Fátima Bernardes), ao ver a finalista Lucy Alves desfilando. E voltou a opinar sobre música ao ouvir o hit Lepo Lepo, classificado por ele como “maldição”.

Ao ver uma ala sobre patins, o comandante do GESP logo mandou abraços para César Tralli, apresentador do SPTV e fã do apetrecho. Dentre suas entradas, destaca-se ainda o pedido atendido por um “Hoje é dia de samba, bebê!” partido de Christiane Torloni.

Comentários absolutamente pertinentes se comparados aos de Eri Jhonson, que parecia nem saber o que estava fazendo ali. Milton Cunha, que foi jurado do Got Talent Brasil da Record, chamou atenção mais uma vez pelo seu estilo afetado e direto.

Na reportagem, não se sabe se por orientação superior ou por esforço de ambas em conseguirem mais pautas interessantes para os chamados, Lília Teles e Renata Capucci dominaram em seus turnos. As experientes e competentes jornalistas davam o ar da graça sozinhas praticamente no ritmo da soma de entradas de todos os demais colegas.

Celebridades no estúdio



Com a base global montada na dispersão, famosos se multiplicaram nas entrevistas realizadas após os desfiles. Fausto Silva, por exemplo, “invadiu” o espaço após desfilar na homenagem feita para Boni, que também foi recebido, pela Beija-Flor.

E ao contrário do que muitos cogitavam, a presença do ex-chefão não intimidou ninguém. A transmissão do desfile foi contida e não ocorreram exageros na dose dos elogios. Zico, homenageado pela Imperatriz, recebeu menções bem mais carinhosas, talvez pela presença de duas figuras do esporte na transmissão.

Durante o desfile que saudou o Galinho, Luis Roberto ainda deu a entender que é flamenguista, assim como Galvão Bueno, o narrador número 1 da Globo. Ao ser questionado pela vascaína Fátima Bernardes sobre qual foi o time que o rubro-negro bateu na final do Mundial de 1981, Luis respondeu prontamente: “Liverpool”. Na sequência, Fátima disse que tinha certeza que seu colega teria a resposta na ponta da língua. E o narrador emendou que era melhor se calar para não falar demais.

Celebridade na internet

Na noite de domingo, além dos tradicionais tweets do público serem mostrados no telão, surgiu um espaço que pretendia receber apenas mensagens das estrelas, algo já adotado no The Voice. Mas a única vez em que o recurso foi utilizado serviu para mostrar somente um post, não três, como de costume. De quem foi a publicação? De Ana Furtado, esposa de Boninho, que provavelmente estava indo dormir naquela hora, já que comanda o Encontro ao lado de Dan Stulbach e Lair Rennó por toda a semana, assim como já havia ocorrido nas férias de Fátima Bernardes em janeiro.



Mas se o espaço “virtual” ficou restrito, a avenida foi mais democrática. Estrela da Record, Sabrina Sato ganhou um tempo acima do habitual das outras rainhas de bateria ao ser mostrada sambando pela Vila Isabel e faturou elogios de Luis Roberto, que destacou como a apresentadora é querida pela comunidade. No carro sobre Boni que trazia praticamente apenas globais, a emissora também citou Moacyr Franco, “intruso” do SBT na alegoria e que é amigo de longa data do proprietário da TV Vanguarda, mas que aparentemente pretende aumentar a sua lista de concessões. Ao ser questionado por Tiago Leifert sobre o que desejava mais na vida após tanto sucesso, Boni citou em clima bem-humorado que deseja ser tema de “mais enredos” e também escapou que pretende administrar “mais emissoras”. 

Aliás, a entrevista de Boni foi uma das poucas compreensíveis realizadas. Com uma legião de convidados ao término de cada desfile e Tiago, Fátima e Luis totalmente integrados também nesse momento (pela ideia original, Tiago ficaria sozinho nessas ocasiões, porém também não daria tantos pitacos na narração. Ao final, acabou acontecendo uma grande mistura), o estúdio Globeleza perdeu um pouco de seu sentido e virou espaço para somente mais samba, mesmo após os cerca de 82 minutos que cada escola levou para atravessar a Marquês de Sapucaí.

Sobre Hollywood, nada diferente

A cerimônia do Oscar foi totalmente ignorada. Se a tela muitas vezes foi dividida com bobos vídeos dos internautas mostrando alegria, nenhum link com a maior festa do cinema mundial foi estabelecido. Nem mesmo os nomes dos vencedores das principais categorias foram lidos rapidamente. E não foi para privilegiar o Tapete Vermelho ancorado por Fernanda Lima, já que Bom Dia Brasil e Jornal Hoje repercutiram os vencedores da premiação antes do programa especial.

Para o Rio, tudo diferente

São Paulo já tem a fama de rejeitar atrações distantes de seus domínios na TV. Quando não há jogos de futebol dos times paulistas, a Globo não hesita em colocar no ar filmes enquanto o resto do país confere as partidas. Mas apesar de derrubar a audiência na capital paulista, o principal mercado do país, o desfile do grupo especial carioca segue firme e forte no ar em rede nacional.

Para exibir a íntegra de todas as escolas ao vivo para o Rio e não derrubar a audiência de imediato fora da cidade maravilhosa, a solução encontrada é a montagem de um verdadeiro quebra-cabeças com a grade especial para o RJ. No domingo foi até “fácil”: simplesmente sacrificaram o Fantástico. Nessa segunda, com o horário nobre bem mais recheado, a solução foram antecipações desde cedo. O Jornal Nacional terminou no Rio 6 minutos antes de começar na rede. E o Big Brother Brasil teve uma edição mais curta até que as das quartas. Com isso, Império da Tijuca e Mocidade foram acompanhadas em tempo real pelos fluminenses. A Globo exibiu ambas na íntegra para rede após a sexta escola de cada dia desfilar (nesse tempo, o Rio via um compacto geral de todas as escolas) e ainda abriu a transmissão direto pela internet.

Nesta quarta, o Brasil inteiro finalmente ficará conectado simultaneamente e sem cortes na apuração das notas, que vai ao ar às 16h, logo após a exibição do amistoso entre Brasil e África do Sul.


Essa coluna foi publicada originalmente no NaTelinha

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pressão da web pauta até mesmo o Jornal Nacional

A coluna já falou sobre os novos tempos que a Globo vem vivendo com mais inovação em seus produtos e uma programação mais elástica.

Mas a mudança de postura do canal não está somente na criação de novas atrações ou no encaixe horário delas. Provas de que programas consagrados também podem ter doses de ousadia foram dadas ontem.

Primeiramente, o sempre brincalhão Globo Esporte SP respondeu aos comentários reclamando pela não exibição da Taça Libertadores da América ao estado. “Agora queria falar com você que errou pênalti na Copa do Brasil, jogou na mão do Dida, você que não jogou bem o Campeonato Brasileiro, não foi bem na Sul-Americana. Por sua causa, ontem, não teve futebol aqui no estado de São Paulo”, disse o apresentador Tiago Leifert.

O programa ainda mostrou imagens da equipe do Globo Esporte Rio acompanhando o Flamengo no México, da edição gaúcha no Uruguai com o Grêmio e dos mineiros se dividindo entre Peru (Cruzeiro) e Venezuela (Atlético-MG). Enquanto isso, como o próprio disse, os paulistas ficaram em casa conferindo filme. O que deve se repetir muitas vezes pelo menos até o início da Copa do Brasil, em março. 

A bem-humorada resposta também se justifica pela raridade do fato. São Paulo emplacava pelo menos um representante no principal torneio de futebol do continente há 15 anos.

Se as equipes não colaboraram, pelo menos o filme de quarta tinha a Charlize Teron, como destacou Leifert. E o público paulista aparentemente preferiu a saída de mestre. O Cinema Especial rendeu 20 pontos, mais do que boa parte dos insossos jogos da primeira fase do Paulistão, porém menos do que a Libertadores tradicionalmente marcava em SP e do que a própria competição cravou no Rio de Janeiro (Flamengo x León marcou 23 pontos, maior audiência do futebol em 2014 na capital fluminense até agora).

Por enquanto, a opção é plenamente compreensível. Mesmo com São Paulo sendo cosmopolita, o interesse em qualquer um dos jogos desta 1ª fase seria restrito aos mais fanáticos. Com boa vontade, o início das transmissões da Libertadores deveria ocorrer nas quartas de final (a saga do Atlético-MG na edição passada foi vista em rede nacional a partir das semifinais). Mas passa longe de ser um absurdo como a não exibição de jogos do próprio Galo no Mundial de Clubes, por exemplo.

Resposta dada aos fãs de esporte, a noite teria ainda um esclarecimento direto sobre outro tema que repercutiu nas redes sociais, como citou William Bonner ao chamar a matéria do Jornal Nacional que investigou os boatos de que Caio Silva de Souza não seria o autor do lançamento do rojão que mataria o cinegrafista Santiago Andrade.

Com auxílio do perito Nelson Massini, a reportagem de Bette Lucchese esclareceu que o ângulo da foto que mostra a fuga de Caio apenas dá a impressão dele ser mais forte. O “detetive virtual” também desmistificou fotos de outro homem com vestes similares de Caio poder se o lançador do artefato. Segundo Massini, a coloração de todas as roupas tem diferenças.

Ou seja, a Globo “prestou contas” no mesmo dia por dois fatos, se safando com eficiência das acusações de desvalorizar o esporte brasileiro ou de encobrir um suposto criminoso. Sem a soberba de outros tempos, o canal dá bons passos ao encontrar o caminho que faz com que suas pautas coincidam com o interesse popular.

Essa coluna foi publicada originalmente no NaTelinha

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O saldo final da Copa das Confederações


Depois de um balanço da primeira rodada da competição que serve como teste para o Mundial 2014, o blog volta a abordar a Copa das Confederações, mas dessa vez com um balanço de tudo que rolou no evento.

Segundo a Fifa, nossa nota foi 7, abaixo do 8 conquistado pelos sul-africanos. Não foi a maravilha das propagandas oficiais, porém muito menos o caos previsto pelos apocalípticos. Em algumas cidades, os maiores problemas de deslocamento foram derivados das manifestações, algo que não poderia ser previsto há meses.

Na TV, a Globo também mudou o plano de sua cobertura por causa da onda de protestos. William Bonner deveria acompanhar a Seleção Brasileira para o Jornal Nacional, porém a função acabou ficando com Galvão Bueno em boa parte do tempo. A exibição de Espanha x Taiti na primeira fase também foi cancelada para que boletins sobre o maior dia de revolta popular da história recente fossem ao ar. A mobilização das ruas também acabou por esvaziar as notícias sobre o evento nos telejornais da casa, restringindo a cobertura ao Globo Esporte, que passou a ser em alta definição e foi excepcionalmente comandado para rede por Cristiane Dias e Tiago Leifert, no mesmo estúdio em que era realizada a Central da Copa, em que Leifert dividia o comando com Alex Escobar e Caio Ribeiro.

Aliás, interessante constar que a Central manteve o frescor que a tornou sensação em 2010. As novidades tecnológicas, como a mesa dos "guerreirinhos" de Caio, não ofuscaram o debate leve sobre os principais assuntos da competição. Ao longo da Central, nomes como Fátima Bernardes e Luciano Huck marcaram presença como convidados especiais.

Nas transmissões em si, a Globo deu show. Uma abertura extremamente bem feita se destacava nas transmissões de partidas da Seleção Brasileira. Porém, a área técnica também teve um deslize. Nos 3 primeiros jogos, o tempo foi exibido de maneira européia, ou seja, com o jogo tendo 90 minutos no placar. A partir de então, ele passou a ser mostrado da forma brasileira, com a divisão entre os tempos, como a Band fazia desde o começo. Entretanto, a Band seguiu até fim com seus caracteres em Inglês enquanto a Globo os tinha em nosso idioma assim que a competição foi iniciada.

Galvão Bueno e Luciano do Valle inquestionavelmente foram bem nos momentos mais emocionantes. Ainda na narração, a Globo utilizou apenas Cléber Machado para os demais jogos, ficando Luis Roberto encarregado apenas das transmissões da Fórmula 1. O principal locutor dos times cariocas até foi escalado para Espanha x Taiti, porém os boletins do JN derrubaram a transmissão do jogo. Nos comentários, Casagrande e Júnior mantiveram as posturas críticas habituais, porém chamou atenção a apatia de Ronaldo, que se limitou a dizer o óbvio durante todo o tempo.

No canal do Morumbi, Téo José e Nivaldo Prieto comandaram outros jogos, sendo que certamente ficará marcada a narração de Nivaldo do histórico gol taitiano contra a Nigéria no Mineirão. Aliás, a exibição exclusiva de diversos jogos e as edições do Band Mania antes e após as partidas elevaram a média do canal consideravelmente. O notável bom empenho para o sucesso da cobertura, apesar das dificuldades com credenciais, é digno de aplausos. Assim como a beleza de Ticiana Villas Boas e Renata Fan, que foram aos estádios em que o Brasil jogou em algumas ocasiões. Mesmo dos estúdios, Paloma Tocci também deixou muita gente babando na frente da telinha.


Mas a musa da Copa das Confederações veio da Globo. Se Fátima Bernardes foi musa em 2002, dessa vez Fernanda Gentil se revelou musa durante o Encontro com a própria Fátima. O fato ocorreu quando a apresentadora dedurou que a repórter havia cantado trechos de Evidências junto com Chitãozinho e Xororó enquanto a dupla se apresentava no programa. Sem pestanejar, a musa do penta solicitou que Fernanda cantasse também ao vivo. O delay do link atrapalhou, porém a cantoria repercutiu horas depois no Globo Esporte e até na coletiva da Seleção, com Fernanda sendo elogiada pelo atacante Fred.

Ao jornal Extra, Fernanda disse que considera o título de musa "um carinho". No dia depois da vitória, ela também repercutiu o posto no próprio Encontro, mas dessa vez no palco e foi "convidada" por Leifert para participar do The Voice Brasil. O episódio ajudou a competente Fernanda a superar de vez a gafe cometida na África do Sul, quando estendeu a mão para cumprimentar um deficiente visual. Vale lembrar que a função básica de Gentil durante a Copa foi fazer entradas diárias no Globo Esporte diretamente das coletivas de imprensa da Seleção Brasileira.

Em campo, a beleza dos atletas não passa nem perto de ser comparada com a da Fernanda, mas os craques brasileiros também deram show com a vitória maiúscula sobre a Espanha no Maracanã. O 3 a 0 folgado foi a confirmação do potencial dessa geração e deixou o tetra das Confederações com cheirinho de hexa em 2014. Já a Espanha não pode justificar sua derrota apenas como um mau dia, já que o time havia levado sufoco da Nigéria, vencido o Uruguai por apenas 1 gol de diferença e conquistado a vaga na final apenas nas penalidades máximas. Aliás, destaca-se o empenho dos italianos para conquista do terceiro lugar. No auge do sol soteropolitano e enfrentando uma prorrogação após ter sofrido o mesmo desgaste há poucos dias, os europeus não se abateram a venceram os uruguaios, que não mostraram um grande futebol, porém saíram com mais moral para os jogos das eliminatórias. No caso dos times que caíram nas semis, a importância dos veteranos Pirlo e Forlán mostrou-se máxima para eles.


Mas como os campeões é que interessam, falemos novamente sobre o espetáculo brasileiro no estádio mais místico do país e que ficou ainda mais com o espetáculo já tradicional da cantoria completa do Hino Nacional. Verde e amarelo de ponta a ponta, o Maraca jogou com a Seleção tal como havia sido no Castelão e no Mineirão. O peso da torcida pentacampeã não pode ser medido por nenhum ranking da Fifa.

Se a pressão das dezenas de milhares vaiando a Espanha era empolgante, a do time foi mais ainda. Felipão seguiu com sua estratégia de abater o adversário logo de cara. Deu mais certo do que ele poderia pensar. Antes dos 2 minutos, Fred abria o placar com um golaço. Golaço sim, afinal, foi gol do Brasil numa final no Brasil. Foi o suficiente para constatação óbvia surgir: "O campeão voltou!". Enquanto nossos jogadores seguiam fazendo as suas melhores atuações em tempos, outro grito surgia, esse certamente mais compreendido pela Roja: "Olé!".

E quem disse que o placar inicial favorável nos freou? Durante todo o tempo, o segundo gol do Brasil sempre esteve mais próximo que o empate espanhol. Os comandados de Del Bosque pareciam perdidos. Quando a Fúria esboçou uma reação, David Luiz salvou o Brasil e praticamente levou o Maracanã abaixo.

No momento em que todos pareciam apenas esperar pelo término da primeira etapa, surgiu o craque do jogo, da Copa das Confederações e do segundo gol: Chute espetacular de Neymar sem chance de defesa para o namorado de Sara Carbonero. Pouco depois, em um lance também com o marido de uma musa, o affair de Bruna Marquezine, viu Piqué ser expulso de campo para se reencontrar com Shakira mais cedo.


Para qualquer tensão ser definitivamente dissipada, Fred novamente fez o terceiro e permitiu o coro de "É campeão!" por todo o segundo tempo. E fomos campeões mesmo. Voltamos. Que venha 2014! O palco para o próximo espetáculo já está pronto.