Mostrando postagens com marcador Futebol feminino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol feminino. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de agosto de 2012

Londres 2012 inspirou uma geração


"Inspire a Generation". Esse foi o slogan escolhido pela organização dos Jogos Olímpicos de Londres. Se o objetivo era realmente inspirar uma geração, ele foi conseguindo com pleno sucesso.


Inspiração que veio da consagração de Michael Phelps como o maior atleta olímpico de todos os tempos. Das piscinas para as pistas, o velocista jamaicano Usain Bolt, que chegou aos Jogos sob desconfianças de que não repetiria o desempenho de 4 anos atrás, também se tornou uma lenda.

A igualdade foi outro destaque dessa Olimpíada. Pela primeira vez na história, todas as delegações contavam com mulheres. Inclusive o Brasil, claro! Ah! E nossas meninas proporcionaram vários altos e baixos...

No handebol feminino, uma primeira fase fantástica, mas a campeã mundial Noruega apareceu logo nas quartas e nos despachou de virada: 21 a 19. As norueguesas acabariam conquistando o ouro ao vencerem Montenegro por 26 a 23. Um alento para as nossas campeãs pan-americanas.

O futebol feminino também caiu nas quartas, mas com um sabor bem mais amargo. O Brasil havia sido finalista em Atenas e Pequim. Comandada por Marta, a Seleção estreou com um sonoro 5 a 0 sobre Camarões, mas não teve uma atuação convincente nem nessa goleada. Ainda na fase inicial, outra vitória e o primeiro tropeço contra a Grã-Bretanha: 1x0 para as donas da casa. Na partida seguinte, as japonesas nos bateram por 2 a 0. Elas disputariam a final contra os Estados Unidos e acabariam com a prata. Desde Atlanta que o Brasil não era eliminado tão precocemente na categoria.

Já o basquete feminino teve uma campanha bem mais discreta. O Brasil conseguiu bater apenas as britânicas por 78 a 66, evitando assim a lanterna do grupo. Os EUA acabariam levando o ouro na modalidade, assim como fizeram também no basquete masculino.

Dentre as atletas brasileiras que medalharam, estão Yane Marques, que conseguiu o primeiro pódio do Brasil no pentlato moderno ao levar o bronze. Bronze que também veio para judoca Mayra Aguiar e para boxeadora Adriana Araújo. O 3º lugar veio ainda dupla Juliana e Larissa, no vôlei de praia feminino. Elas chegaram com o favoritismo absoluto, mas um tropeço contra as americanas as fez ter que batalhar contra as chinesas Xue e Xi Zhang pelo lugar restante entre as melhores do mundo. Vitória que veio de virada, por 2 sets a 1.

Se muitos acreditavam no ouro de Juliana e Larissa que acabou não vindo, poucos acreditavam nessa façanha por parte da seleção feminina na quadra, mas esse veio! A equipe comandada por Zé Roberto Guimarães chegou em Londres longe do favoritismo e teve que batalhar muito para conseguir a classificação para os Jogos. Batalha parecida veio para conseguirmos chegar na fase eliminatória do torneio olímpico. A classificação veio com um suado 4º lugar no grupo, com 7 pontos conquistados. Do outro lado, a Rússia havia liderando o seu grupo com o dobro de nossa pontuação. Mas tudo havia zerado no que se tornaria uma partida histórica em todos os ângulos.


Os gritos de "O campeão voltou!" ecoaram aos montes na arena do vôlei de Londres e em todo o Brasil (a partida foi uma das primeiras que deixou a Record na liderança por alguns momentos). O Brasil começou o tie-break abrindo 2 a 0, faltando 2 pontos para o suposto fim dele tudo estava empatado e as russas tiveram impressionantes 6 match-points. Depois da partida, um peixinho que parecia comemoração de título. E que realmente seria comemoração de título depois de 2 jogos. Contra os Estados Unidos, um 3x1 depois de apagão total no 1º set e, enfim, o merecido bicampeonato olímpico.

Dois ouros seguidos para as mulheres, duas pratas seguidas para os homens. Eles mandaram melhor que as mulheres em todas as fases anteriores, mas na final contra os russos...

Começo da campanha arrasador, final catastrófico. Era dia dos pais no Brasil, mas não vimos festa entre Bruninho e Bernardinho. No tie-break, a sentença veio da quadra: Ficaríamos no 2º lugar do pódio mais uma vez. A esperança de que o feito de Atenas 2004 seja repetido volta a ser remarcada para o futuro. Os homens do vôlei de praia também não passaram da prata com Alison e Emanuel.

Esportes masculinos coletivos definitivamente não foram o forte do Brasil em Londres. No futebol, vencemos várias vezes, mas não convencemos e Mano Menezes voltou a fracassar em sua segunda competição oficial. Em final contra os mexicanos, depois da rede do goleiro Neto balançar apenas aos 28 segundos, veio a medalha de prata.

O basquete caiu nas quartas. E eliminado logo pelos hermanos argentinos... Sorte que o Brasil despachou os portenhos no mesmo dia e pela mesma fase, mas no vôlei.

Os outros ouros


Em Londres, repetimos o número de ouros conquistados em Pequim: 3. Além da conquista do vôlei feminino, a judoca Sarah Menezes e o ginasta Arthur Zanetti foram responsáveis pelas nossas outras medalhas douradas.

César Cielo e Maurren Maggi, ouros na edição passada dos Jogos, não repetiram a façanha. Cielo levou o bronze (e quase que o perdia para o também brasileiro Bruno Fratus). Maggi nem mesmo passou da fase inicial, assim como Fabiana Murer, campeã mundial em sua categoria e outra esperança brasileira.

Se Cielo decepcionou nas piscinas, Thiago Pereira surpreendeu e trouxe nosso melhor resultado aquático. O mister Pan desencantou em Olimpíadas e levou a prata.

Rio 2016

Depois de apagadas as luzes no estádio olímpico londrino, os olhos do mundo se voltam ao Maracanã, estádio que vai receber a abertura e o encerramento da Olimpíada brasileira. Depois das 17 medalhas em 16 dias (nosso recorde), a expectativa é de muito mais investimento e, consequentemente, resultados no ciclo que agora se inicia. Que venha 2016!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2011 em retrospectiva: As vitórias (e derrotas) do esporte

Hora de ver o que marcou os campos, quadras, piscinas, pistas ao longo de 2011... Sim, é hora da retrospectiva esportiva.

http://i.usatoday.net/sports/_photos/2011/12/14/Hope-Solo-dances-back-onto-soccer-field-ESN9GQM-x-large.jpg 
Hope Solo: Jogadora dos EUA e bela revelação do Mundial feminino

E começamos falando de Copa do Mundo. As meninas do Brasil não devem ter recordações excelentes dessa competição. Seja no futebol, no vôlei ou no handebol. Respectivamente, sofremos uma eliminação precoce nas quartas de final. Derrota nos pênaltis para as americanas, que depois seriam as vice-campeãs. O título ficou para as japonesas. As campeãs olímpicas do vôlei também decepcionaram. Com vários apagões, o time não passou do 5° lugar e vai ter que disputar uma vaga em Londres pelo SulAmericano. Outro 5° lugar, mas com sabor bem melhor, veio para o handebol. Venceram adversárias tradicionais como a França e cravaram a melhor colocação do Brasil na história da competição.

http://blogs.roanoke.com/aaronmcfarling/files/2011/10/hope-solo.jpg 
O próximo parágrafo não fala nada sobre a Hope, mas ela merece aparecer de novo

Voltando ao futebol, também tivemos as edições sub-17 e sub-20. Em ordem, fomos 4° lugar e assistimos os mexicanos serem campeões dentro de casa. E conquistamos o título, mesmo sem a presença de estrelas como Neymar e Lucas que participaram apenas da campanha de outro título: o SulAmericano. Com esse bom retrospecto dos comandados de Ney Franco, as expectativas pelo inédito ouro olímpico só crescem.

http://www.lancenet.com.br/copa-do-mundo/Obras-Arena-Dunas-Foto-Divulgacao_LANIMA20110815_0027_26.jpg 
Ao lado do estádio de São Paulo, o potiguar
Arena das Dunas é o que tem as obras mais atrasadas

Enquanto as equipes de base vão bem, a Seleção principal só decepcionou. Eliminação precoce diante do Paraguai na Copa América, nenhuma vitória sobre times principais dos adversários tradicionais, mudanças sem lógica na filosofia das convocações... E assim caminhamos rumo a 2014. Aliás, os atrasos das obras para o Mundial também se tornaram
ainda mais destaque em 2011. E tudo indica que deve ser assim até as vésperas da competição. Haja coração!

Além do time de Mano Menezes, o futebol brasileiro acumulou outro fracasso no Mundial de clubes. O humilhante Barcelona 4 x 0 Santos mostrou como já não somos mais o país do futebol. Se estamos superando os europeus no PIB, eles agora nos superam nos gramados. Mas conste-se que mesmo essa goleada épica não apaga os méritos acumulados pelo Santos ao longo do ano. Afinal, o time precisou faturar a Libertadores para garantir a vaga no Mundial.

Falando em Libertadores, a competição promete em 2012 com a presença do próprio Santos, do Vasco (que fez um ótimo ano após o trágico início no Campeonato Carioca. Foi campeão da Copa do Brasil e vice do Brasileiro mesmo após o AVC do técnico Ricardo Gomes), do Corinthians (o campeão nacional), do Flamengo, do Internacional e do Fluminense.

Para que esse texto não fique ainda mais longo, mudemos completamente dos ares brasileiros para os mexicanos. Afinal, 2011 foi ano de Pan. Um Pan que chamou atenção tanto pelo show dos nossos atletas que fizeram a melhor campanha nacional fora do território brasileiro quanto pelo ineditismo de um grande evento esportivo ter transmissão exclusiva da Record.


Guadalajara nos trouxe outros no vôlei feminino (em campanha marcada pelo acidente com Jaqueline) e masculino. Já no futebol, o fraco time enviado pela CBF fracassou e foi eliminado logo na 1ª fase enquanto o feminino lutou, mas não conseguiu bater as canadenses na final. O handebol masculino também foi prata em uma vingança dos argentinos por nosso ouro no Rio, mas o time feminino conseguiu o título.

As piscinas iniciaram a competição e ajudaram muito o nosso bom desempenho no quadro de medalhas. Destaque para César Cielo (que também brilhou no Mundial de Xangai) e Thiago Pereira.

Ao todo, foram 48 ouros. Somadas pratas e bronzes, o total é de 141.