Pedro Bial começou a grande final do Big Brother Brasil 14 fazendo duas perguntas. “É para subir aqui?” e “estamos no ar?”. Já acostumado com a sucessão de falhas técnicas resultantes em mais de 60 dias no ar ao vivo por ano, ele tirou de letra e logo convocou o show de Gaby Amarantos, que surpreendeu ao ser revelada como atração musical da final, mas cumpriu bem seu papel de animar a plateia.
Logo depois, Bial já estava em pé, Gaby cantando seus hits e tudo voltou ao eixo normal e óbvio. Com figurinhas cada vez mais repetidas, o BBB não desperta o mesmo encanto de quando público e participantes iam entendendo juntos sua dinâmica. Como o próprio apresentador citou, a geração que agora entra na casa cresceu assistindo ao reality e se tornou praticamente especialista nele. O que seria excelente no formato americano, que é similar ao No Limite, onde os próprios participantes eliminam os concorrentes e definem o campeão. Mas aqui todos sabem que estão sob o olhar da opinião pública. E isso vai ser essencial para o faturamento dos 17 que não forem finalistas fora da casa e atacarão de DJ nos próximos meses. Nessa edição, houve até mesmo participante questionando se a cor dos seus pelos poderia render algum cachê adicional em revistas masculinas.
Aliás, notem o exagero da fórmula com 20 confinados, que propiciou a ilógica versão turbo nas primeiras semanas. O começo do jogo, quando ele ainda contava com audiência em alta como efeito de suceder a reta final de Amor à Vida, serviu para uma série de eliminações aleatórias, não para o público já se apegar aos participantes. Os sobreviventes vieram mostrar suas caras já praticamente na metade da edição, inclusive as 3 finalistas.
Dentre elas, é claro, a grande campeã Vanessa. Bem, ter feito parte do primeiro casal lésbico da história do BBB e ainda mais quando nenhum dos heterossexuais emplacou já é o suficiente para colocar a paulista como destaque da edição. Mas ela não é somente a namorada da Clara. Van, como era chamada mais intimamente pelos companheiros de casa, mostrou vontade no jogo, enquanto muitos só cumpriam tabela. O que já podia ser esperado como marca de uma ativista que participou da invasão ao Instituto Royal, aquele famoso pelo resgate dos beagles.
Inclusive, a promessa de investir boa parte do prêmio de 1 milhão e meio de reais na causa pesou para opção dos fãs de Clanessa por ela, que se consagrou de verdade em pleno 1º de abril. 53% dos votos em decisão tripla. Se fosse uma eleição, vitória com louvor em 1º turno. Vanessa entrou na casa solteira e saiu convidada por Clara para fazer parte de um casamento já existente, entrou como “patinho feio” e saiu milionária. Entrou com 27 anos e saiu com 28, completados exatamente no dia da final. E sob um merecido coro de parabéns, que conseguiu ser um dos raros grandes momentos do 14º Big Brother, ao lado das hilárias horas em que a Valdirene de Tatá Werneck entrou no jogo ou dos bons comentários de Monica Iozzi.
O saldo que fica é de atenção para Globo. Tudo bem que o faturamento pode ser expressivo, mas a atual edição voltou a bater recordes negativo de audiência: pior média geral e também de final. E ainda perdeu também a repercussão. O burburinho gerado pelo reality nas ruas foi praticamente zero. Até mesmo o saldo de votações impulsionado pelas torcidas na internet não foi o mesmo de alguns anos atrás. Nessa final, por exemplo, o número total não foi nem mesmo divulgado.
Para Vanessa, que tem seu saldo bancário impulsionado, como uma plateia em polvorosa gritou ontem, só nos resta desejar “muitas felicidades e muitos anos de vida”.
Essa coluna foi publicada originalmente no NaTelinha
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Patinho feio? Vanessa agora está mais para cisne milionário
terça-feira, 1 de outubro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
Caiu na tela e se revelou uma novela apaixonante
Chegou ao fim aquela que facilmente pode ser considerada a melhor novela das seis desde Cordel Encantado. Depois da enrolação de Amor Eterno Amor, da depressão de A Vida da Gente e do didatismo de Lado a Lado, Flor do Caribe brindou o público com uma reunião de clichês sim, mas daquelas que adoramos conferir. Os encontros e desencontros que poderiam soar comuns e até entediantes com um texto ou uma direção menos afiados, se tornaram incríveis com a dobradinha de Walther Negrão e Jayme Monjardim.
O elenco também não fica devendo. Da experiência de Laura Cardoso até a evolução do intérprete do pequeno Samuca, passando pela maturidade de Igor Rickli, que termina a trama como um dos grandes e deve faturar até mesmo um contrato fixo com a Globo, e o primeiro real sucesso de Grazi Massafera como protagonista, afastando qualquer zica, praticamente tudo funcionou. Mas o que não funcionaria com as belas imagens de praias potiguares saltando na tela diariamente, né?
O último capítulo teve som da maré, luz e cor pro bom da vida acontecer. E foi invadido pelo amor, graças ao casamento de Ester e Cassiano. Se os mocinhos acabaram bem, o grande vilão Dionísio também pegou uma justa prisão perpétua. Mas o final também reservou surpresas ao público. A última cena causou um verdadeiro choque e deixou a trama em aberto para que todos viajemos na possibilidade de uma continuação futura. A fórmula já foi utilizada em Cordel Encantado e Bela, a Feia, mas conseguiu um impacto especial com a forte sequência do afogamento e consequente salvamento do Alberto. Daquelas que entram para história. Assim como a própria Flor do Caribe, que pode ter fechado abaixo da meta, porém elevou 3 pontos na média geral em comparação com a antecessora.
GENTE. oO #flordocaribe
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
Eita #flordocaribe
— Diogo Cavalcante (@diogo_cc) September 13, 2013
Me arrepiei! #FlorDoCaribe
— Álvaro Maciel (@alviinhomcd) September 13, 2013
Gente !!! Que cena !! Que novela !!! #FlordoCaribe
— Danilo C.M (@DaniloCMHP) September 13, 2013
Que cena linda, gente! Chorei! #FlorDoCaribe
— Álvaro Maciel (@alviinhomcd) September 13, 2013
SÉRIO QUE ESSA FOI A ÚLTIMA CENA? #flordocaribe
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
ESSA FOI A CENA FINAL? =O #flordocaribe
— Diogo Cavalcante (@diogo_cc) September 13, 2013
Sensacional esse final #FlorDoCaribe
— Anderson Miller (@andersonmiller2) September 13, 2013
O QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE !!!!?????????????????????? #FlordoCaribe
— Danilo C.M (@DaniloCMHP) September 13, 2013
CARAMBA. SURPREENDEU MUITO. #flordocaribe
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
ESPANTADORAMENTE INCRÍVEL. #flordocaribe
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
Final :/ #FlordoCaribe
— Heytor Dias ® (@HeytorDiasReal) September 13, 2013
FIM. #flordocaribe
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
Uma das melhores cenas finais que já vi! #FlorDoCaribe
— Álvaro Maciel (@alviinhomcd) September 13, 2013
NOVELÃO ACABANDO #FlordoCaribe
— Gabriel (@gabriel_etv) September 13, 2013
Mega novelão, vai deixar saudades #FlorDoCaribe
— Dantor (@DantorVilar) September 13, 2013
Flor do Caribe é uma das melhores novelas das 18h em tempos. Confere?
— Saulo Guilherme (@sauloguilherme) September 14, 2013
Essa sequência de suspense em #FlorDoCaribe é uma das melhores da novela..
— Lucas de Souza (@EuLucas_Souza) September 14, 2013
Com esse final, já quero Flor Do Caribe S02E01 pra já.
— Saulo Guilherme (@sauloguilherme) September 14, 2013
RAIO DO CÉU, SE REVELOU ANJO DA NOITE E DAS MANHÃS PARA AMANHECER EM PAR, EM PAZ E QUANTO MAIS, MELHOR
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
VOCÊ, SOL DE VERÃO QUE FAZ CHOVER SOM DA MARÉ, É LUZ E COR PRO BOM DA VIDA ACONTECER ONDE QUE INVADE É O AMOR
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
VOCÊ, SOL DE VERÃO QUE FAZ CHOVER SOM DA MARÉ, É LUZ E COR PRO BOM DA VIDA ACONTECER ONDE QUE INVADE É O AMOR
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
QUERIA SER NAVEGADOR DESSE TEU MUNDO ESTELAR LUA QUE AMANSA O MEU DESEJO ESTRELA AZUL, ME LEVA
— Lucas Félix (@lucasfelix) September 13, 2013
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sábado, 27 de julho de 2013
Entre duendes e fadas, uma novela encantada
A terra encantada espera por nós, diz a letra que embalou as mais de 300 aberturas de Carrossel exibidas pelo SBT. Mas nem os diretores da trama esperavam uma audiência tão encantada assim. O dono, Silvio Santos, cravou a meta de 15 pontos de audiência em seu programa antes mesmo da estreia, mas o diretor Reynaldo Boury desconversou e analisava os dois dígitos como o número a ser alcançado. Dessa vez, o faro do homem do baú não falhou. E o remake de uma das tramas infantis mexicanas mais batidas fez com que a sua emissora voltasse a ver números que passavam distantes da realidade do canal desde o início da década. Tudo em família, já que a autora da novelinha foi Íris Abravanel, esposa de Silvio, que já havia se aventurado sem tanto sucesso em Revelação, Vende-se Um Véu de Noiva e Corações Feridos.
Íris, aliás, foi uma das maiores defensoras da ideia do remake. Intuição ou análise competente, ela fez bem em insistir na ideia. E também escreveu bem. O começo do folhetim pode ter sido uma mera tradução atualizada do texto original, mas o sucesso gerou liberdade suficiente para que Carrossel ganhasse uma cara brasileira, evidente até mesmo em referências no último capítulo, quando Valéria se tornou uma nova Hebe e teve suas filhas com Davi numeradas, tal qual faz Silvio com suas pupilas.
O desfecho marcante de uma novela que foi simples, porém ser simplória, também teve o personagem mais mau caráter se tornando político, uma menina como piloto, o final feliz para o doutor Cirilo e Maria Joaquina... Por enquanto, ainda foi um mero sonho do Adriano. Ele despertou. Assim como o SBT. Durante os principais momentos do final, a novela marcou o triplo dos índices da Record e se aproximou perigosamente da Globo. A trama foi vice-líder absoluta em todos os capítulos, mesmo enfrentando recentemente uma cobertura especial da concorrência sobre os protestos pelo Brasil. E assim, do começo ao fim, foi escrito o sucesso que certamente marcou uma nova geração.
domingo, 7 de julho de 2013
Little Fátima, big talent
Poucos personagens tomam conta de uma novela. Poucos personagens tomam conta de uma novela que tem diversos outros destaques. A Fatinha faz parte desse seleto hall.
Em meio a uma trama que teve até o protagonista sendo trocado durante o seu decorrer, era difícil apostar em um rumo certo para história. Mas todos sabiam que a Fatinha estaria em praticamente todos os capítulos com papel de destaque, quase sempre ofuscando as teoricamente protagonistas Ju e Lia. E assim ela foi crescendo.
Nas chamadas, parecia ser mais uma das tantas periguetes que se multiplicam nas novelas da atualidade. Até Dona Xepa tem a sua. Talvez nem Juliana ou as autoras pudessem apostar que a aparente coadjuvante roubasse a cena. Em entrevistas no começo da trama, o rumo inicial era completamente diferente ou as escritoras simplesmente esconderam bem o jogo. Os conflitos da Little Fátima pareciam rasos. Mas fomos nos aprofundando em uma deliciosa personalidade.
Sim, a maior "vadia" da escola pode ser virgem e sonhar com uma primeira vez especial. Nos gestos da funkeira do Rio de Janeiro, sempre esteve a moça simples de Carambolas. Do Pilha ao Perucão, todos babavam pela musa inspiradora do Quadrante. A crítica também, claro. Do estudante que acaba de sair do primeiro semestre da graduação em Jornalismo ao experiente Artur Xexéo, que falou sobre como a trama ficava mais atraente quando voltada para moça sensual que não consegue esconder seu lado criança. A mais pura verdade.
Ela era debochada? Sim? Louca, louquinha? Sim. A escolha das trilhas casou perfeitamente nesses pontos. Assim como também podemos adaptar a música do clipe do MC Pilha. Amamos a Fatinha sem medo e nosso sentimento não é nenhum segredo. Clipe, aliás, que tinha Little Fátima como principal pilhazete, o que certamente já justifica o seu sucesso.
Sucesso evidenciado nas redes sociais. Cada tweet da Juliana Paiva rende milhares de RTs em minutos. Ainda mais sendo sobre a Fatinha... Houve até quem propusesse uma grade dos sonhos para os fãs. O horário nobre teria da Flor da Fatinha até a Fatinha Quente. Calor na medida certa para derreter os marmanjos de plantão, mas somente esquentar os corações dos telespectadores.
Tweets about "sdds fatinha"
Situações distintas, a mesma alma: Esse foi o encanto da Fatinha
Calor suficiente até para ebulir um novo ponto turístico na cidade 40 graus da beleza e do caos. Garota soberba sim, mas sem nenhuma soberba. "Se fazia de facinha, mas na verdade sempre teve sonhos de mina romântica", diz o site. A maior facilidade de toda a história parece ser a com que ela nos conquistou. Como? Difícil enumerar todas as cenas. Podemos dizer que ela foi recheando sua participação aos poucos. E que o jeito da personagem casou perfeitamente com nossas vontades. De acordo com a globo.tv, ainda poderíamos usar outros mais de 1.100 termos. Mas eles são dispensáveis. A Fatinha simplesmente foi Fatinha. E basta isso para quem teve o prazer de a acompanhar entender as razões do sucesso.
O final dessa era acaba sendo feliz para todos os lados, apesar do inevitável vácuo criado. A Fatinha terminou noiva, concluinte do Terceirão e aprovada para cursar Turismo. Juliana já está escalada para ser a protagonista da próxima novela das 19h. Quem duvida que venha mais um sucesso por aí?
sexta-feira, 5 de julho de 2013
O tempo voou, amor...
13 de agosto de 2012. Entrava no ar mais uma temporada de Malhação. Após chamadas narradas em tom caricato por Léo Jaime, que prometiam "curtição e atitude", pouco se podia apostar no futuro da temporada. O trio protagonista original nada mais era do que um triângulo amoroso clichê em escala máxima. Até o futuro destaque parecia simplesmente mais uma periguete juvenil, como já é rotina em novelinhas adolescentes.
5 de julho de 2013. O saldo com que Malhação 2012 chega ao final é surpreendente. Após viradas, a trama manteve-se com frescor durante praticamente todo o ano e pode ser apontada como uma das melhores temporadas da história recente, senão a melhor.
Em 4 de outubro, o blog já alertava sobre o potencial do folhetim. "As histórias de todos os núcleos são absolutamente verossímeis e geram identificação fácil com o telespectador que é realmente alvo da trama", disse na época. Isso que a diferencia da excelente, porém adulta, temporada 2010/2011, como também citado na época.
Aliás, é absolutamente destacável que Malhação 2012 pode ser considerado um fenômeno muito maior em termos de fãs do que a temporada ID, estrelada pelo cantor Fiuk, ou do que a versão brasileira de Rebelde. Nos casos citados, houve uma verdadeira proliferação de fã-clubes, mas não dos personagens. As cantorias do filho de Fábio Júnior ou do sexteto pop chamavam muito mais atenção do que os folhetins. Agora, não. Juliana Paiva e Rodrigo Simas, por exemplo, ganharam inúmeros fãs, mas a torcida para valer era pelo casal Brutinha (Bruno e Fatinha).
Na virada dos anos, uma virada radical alterou os rumos da trama. Torcemos para que um mínimo de coerência fosse mantido após isso. E ele foi. A substituição do protagonista foi conduzida de forma que a impressão geral das mudanças era perceptível apenas com uma análise mais aprofundada. No ar, tudo soava como se o rumo original estivesse mantido.
Porém, após as devidas despedidas dos personagens rejeitados, houveram também mudanças além da substituições, como o sensível aumento do espaço da Fatinha de Juliana Paiva na trama. Maria de Fátima dos Prazeres, ou simplesmente Little Fátima, roubou a cena das também competentes Alice Wegmann e Agatha Moreira. Aliás, intitular o trio como as meninas super poderosas da trama não seria nenhum exagero.
Lia mostrou uma densidade incrível de sentimentos, já que certamente foi a personagem mais atormentada durante a novela. Entre sequestros, internações e outras tretas, a marrentinha não ficou em paz por provavelmente mais de 5 capítulos consecutivos. Destaca-se o modo com que ela usou as expressões e olhares ao seu favor.
Agatha Moreira, a Ju, talvez seja a mais fraca do trio, mas convenhamos que é a única que estreou no mundo das novelas agora. Com as devidas relativizações feitas, pode se constatar o crescimento da moça ao longo da novela, principalmente quando a história soprou ao seu favor, como quando ela sofreu com a bulimia.
E a Fatinha? Ah, que musa... Tão musa que merece um post especial para exaltação de suas inúmeras qualidades.
~pausa para voltar ao foco depois de relembrar mentalmente alguns momentos da Fatinha~
Já que a última personagem definida foi a Ju, nada mais justo do que elogiar seu par, o Gil. Daniel Blanco começou perdido na trama e oscilava bons e maus momentos, porém entrou na pele do personagem nessa metade final e ganhou destaque, principalmente com seu par romântico, como a em que ambos perdem a virgindade, que se tornou pauta até mesmo no Encontro com Fátima Bernardes da última quinta e com Marcela, a excelente personagem de Daniele Winits, que infelizmente teve de sair da trama para fazer um papel de destaque mínimo em Amor à Vida.
Ainda no time masculino, outro trio da novela também se destacou. David Lucas, Peter Brandão e Vitor Sparapane deram certo. A mistura improvável entre um nerd, um funkeiro e um surfista rendeu excelentes momentos, mesmo após Orelha, Pilha e Fera terem encaminhado relacionamentos amorosos. Aliás, Cacá Otonni (Morgana, namorada do Orelha) e Jéssica Ellen (Rita, namorada do Fera) também são dignas de elogios por suas atuações.
Os destaques seguem se proliferando do elenco infantil, como a Tatá de Pietra Pan até o idoso, com Paulina, curiosamente avó de Tatá, interpretada por Ida Celina. Ainda temos a alegre Rosa, que em muito lembra a Dona Zica da temporada 2010 e a não tão alegre Marta, que marcou o retorno de Silvia Pfeifer para uma trama global, porém o maior destaque do núcleo adulto, desconsiderada a Marcela de Dani Winits, fica com um casal. Ou melhor, um ex-casal. Patrícia Vilela e Marcelo Vazea, respectivamente, Raquel e Lorenzo. A humanização emprestada pela dupla foi essencial para o êxito dos personagens.
E até os personagens malvados triunfaram, pelo menos em termos de atuação. Embalado por ter feito um tipo parecido com o Binho de Rebelde, Pedro Cassiano mandou bem como o Sal. Luana, vivida por Louise D'Tuani e que foi sua namorada na trama, também se destacou, mesmo tendo uma participação reduzida. Guilherme Leicam (Vitor), irmão do Sal na novela, não foi um destaque exatamente, porém cumpriu seu papel ao substituir seu xará Prates e passou longe de comprometer o andamento das histórias, já que ele mais servia como escada para Lia.
Claro, entre a Fatinha, os mais fortes e os mais fracos, existem outras dezenas de nomes dignos de menção. Menção que os foi feita nos créditos da novela, então nos atenhamos em destaques que vão muito além da interpretação, afinal, os atores nada podem fazer com maus textos. Rosane Svartman e Glória Barreto conseguiram manter uma novela no ar por quase 1 ano sempre com cheirinho de novidade e juventude. E sem apelação para gírias numa tentativa desesperada de aproximação com o público, como já chegou a acontecer em outras temporadas.
Da abertura simples, que abandonou os efeitos gráficos pesados dos tempos de outrora até uma trilha que mesclava sucessos internacionais e nacionais, como Paradise e Tempos Modernos, tudo foi harmonicamente estabelecido para simplesmente ser jovem, sem nenhum exagero. Afinal, é ou não é esse o papel de Malhação? Enfim, vamos nos permitir.
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sábado, 25 de maio de 2013
Bayern x Borussia, uma final digna de Liga dos Campeões
Após a derrota na final para o Brasil em 2002 e campanhas que perderam o fôlego na reta final dos Mundiais em 2006 e 2010, a geração do futebol alemão parecia predestinada a ficar no "quase". Até alguns meses, pouco se ouvia falar do que rolava dentro dos campos germânicos. Até os atletas brasileiros que atuam no país eram pouco conhecidos por aqui, como Dante e Luiz Gustavo, convocados por Felipão para Copa das Confederações. Porém, os alemães trabalhavam enquanto os espanhóis encantavam o mundo, afinal, todo império acaba um dia. E o império espanhol pode ter terminado antes do previsto. Não que os atuais campeões do mundo entre os países devam ser desconsiderados da briga. Aliás, longe disso. Mas num esporte onde o momento é essencial, ele parece estar agora ao lado dos alemães.
A maior representação do início dessa possível nova fase do futebol mundial foi a surpreendente final da Liga dos Campeões entre duas equipes oriundas da Alemanha, "coincidentemente" as mais bem colocadas no mais recente campeonato nacional. Bayern de Munique e Borussia Dortmund bateram, respectivamente, os populares Barcelona e Real Madri. Wembley viu um raro duelo entre dois times da mesma nação numa final. E gostou do que viu. Os 90 mil que lotaram o tradicional estádio londrino presenciaram um duelo digno da grandiosidade da mais importante liga de clubes do planeta.
O surpreendente domínio inicial do Borussia logo cedeu ao estilo arrasador do Bayern, resultando num equilíbrio que permaneceu dos minutos de encerramento do primeiro tempo até o apito final. No final, valeu a precisão dos vermelhos, que tiveram menos chances, porém as aproveitaram melhor (o único gol do Borussia veio apenas através de um pênalti).
A final também serviu como redenção para Robben, que havia perdido o pênalti decisivo na final da Champions League passada, que entregou o título ao Chelsea justamente quando o Bayern, melhor time do que os Blues durante toda a temporada, disputava a decisão em casa. Após algumas chances perdidas, o script do holandês de falhar em decisões caminhava para se repetir, porém foi devidamente interrompido pelo destino, que tratou de gerar o gol decisivo dos pés do jogador.
Pepe Guardiola e o time campeão da Libertadores que se preparem. Para o treinador, a pressão para manter o sucesso de uma possível tríplice coroa. Para a equipe sulamericana, a tensão em confrontar com os germânicos no Mundial de Clubes. Quem sabe não vem outra aula de futebol nos Marrocos?
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Foi a Carminha!
Sim, foi a Carminha que matou o Max. Uma das maiores vilãs de todos os tempos não poderia sair de cena sem carregar um assassinato em sua ficha criminal. Mas o último capítulo de Avenida Brasil foi muito além da simples revelação desse enigma.
Aliás, o fim do mistério sobre o assassinato de Max não teve nada de simples. Construídos com a participação de vários dos suspeitos, os minutos finais do amante de Carminha foram revelados logo no começo da novela. Depois de levar uma coronhada de Ivana, uma facada de Janaína e outros golpes, Carmen Lúcia foi revelada como a autora do golpe fatal. Óbvio para quem esperava mais uma revolução de João Emanuel Carneiro, mas extremamente coerente. O ato de Carminha salvar a vida de Nina que abriu o precedente para reaproximação das rivais no final. E a loira sempre foi amada por Lucinda, o que justificou a opção da personagem de Vera Holtz em ir presa para a salvar.
A pepeta
Nem só de Nina e Carminha se fez o último capítulo. Pensando bem, elas praticamente não apareceram se formos comparar com a dominação que exerceram sobre praticamente toda a novela.
Enquanto isso, personagens com bem menos repercussão durante o folhetim ocuparam longos minutos. Olenka e Adauto são bons exemplos. O novo casal protagonizou a hilária cena em que foi revelada a razão do antigo craque do Divino ter perdido o pênalti que poderia levar o time para 1ª divisão: A pepeta.
Mas o destino tratou de colocar Adauto e a bola novamente frente a frente... O resultado não poderia ter sido melhor. Enfim, o Divino Futebol Clube chegou na elite.
Amor no ar
Não foram apenas Adauto e Olenka que viveram felizes para sempre. Tufão e Monalisa, Silas e Ivana, Muricy e Leleco, Diógenes e Pilar, Tessália e Darkson... Mas os destaques ficaram por conta não exatamente de casais.
Suellen e seus dois maridos (Roni e Leandro): Pelas passagens de tempo, a maria-chuteira certamente já havia sido mãe, mas seu filho simplesmente não apareceu na trama. Sua identidade acabou se tornando um mistério, assim como a do pai da criança. Dias depois, Ísis Valverde postou a foto do suposto intérprete em uma rede social.
Assim como a ausência de Santiago após ser ferido e o inexplicável adiamento da construção do shopping da família Tufão, o sumiço do pequeno Roniandro (ou Leni) entra para galeria de perguntas sem respostas de Avenida Brasil.
Cadinho e suas três esposas (Noêmia, Alexia e Verônica): O quarteto não voltou a desfrutar do luxo da Zona Sul, mas encontrou a felicidade no Divino. Em cerimônia informal realizada na sede do clube, o trio finalmente disse "sim" ao polígamo.
:(
Aliás, o fim do mistério sobre o assassinato de Max não teve nada de simples. Construídos com a participação de vários dos suspeitos, os minutos finais do amante de Carminha foram revelados logo no começo da novela. Depois de levar uma coronhada de Ivana, uma facada de Janaína e outros golpes, Carmen Lúcia foi revelada como a autora do golpe fatal. Óbvio para quem esperava mais uma revolução de João Emanuel Carneiro, mas extremamente coerente. O ato de Carminha salvar a vida de Nina que abriu o precedente para reaproximação das rivais no final. E a loira sempre foi amada por Lucinda, o que justificou a opção da personagem de Vera Holtz em ir presa para a salvar.
A pepeta
Nem só de Nina e Carminha se fez o último capítulo. Pensando bem, elas praticamente não apareceram se formos comparar com a dominação que exerceram sobre praticamente toda a novela.
Enquanto isso, personagens com bem menos repercussão durante o folhetim ocuparam longos minutos. Olenka e Adauto são bons exemplos. O novo casal protagonizou a hilária cena em que foi revelada a razão do antigo craque do Divino ter perdido o pênalti que poderia levar o time para 1ª divisão: A pepeta.
Mas o destino tratou de colocar Adauto e a bola novamente frente a frente... O resultado não poderia ter sido melhor. Enfim, o Divino Futebol Clube chegou na elite.
Amor no ar
Não foram apenas Adauto e Olenka que viveram felizes para sempre. Tufão e Monalisa, Silas e Ivana, Muricy e Leleco, Diógenes e Pilar, Tessália e Darkson... Mas os destaques ficaram por conta não exatamente de casais.
Suellen e seus dois maridos (Roni e Leandro): Pelas passagens de tempo, a maria-chuteira certamente já havia sido mãe, mas seu filho simplesmente não apareceu na trama. Sua identidade acabou se tornando um mistério, assim como a do pai da criança. Dias depois, Ísis Valverde postou a foto do suposto intérprete em uma rede social.
Assim como a ausência de Santiago após ser ferido e o inexplicável adiamento da construção do shopping da família Tufão, o sumiço do pequeno Roniandro (ou Leni) entra para galeria de perguntas sem respostas de Avenida Brasil.
Cadinho e suas três esposas (Noêmia, Alexia e Verônica): O quarteto não voltou a desfrutar do luxo da Zona Sul, mas encontrou a felicidade no Divino. Em cerimônia informal realizada na sede do clube, o trio finalmente disse "sim" ao polígamo.
:(
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sábado, 20 de outubro de 2012
Clima de final de Copa do Mundo
História de Nina...
Um dos maiores chavões usados quando algum evento tem a capacidade de mobilizar o Brasil de ponta a ponta é dizer que houve clima de final de Copa do Mundo. Mas ele se encaixa perfeitamente no que aconteceu na realidade dessa sexta.
...e Carminha paralisou o país
Na Globo
A Globo não é muito adepta da prática de se vangloriar pelos seus sucessos, mas resolveu abrir uma exceção para o fenômeno Avenida Brasil. Além dos programas que tradicionalmente falam sobre as produções da casa, como Mais Você, Encontro com Fátima Bernardes e Vídeo Show, o folhetim das 21h garantiu espaço nos telejornais diários do canal.
Na edição paulista do Globo Esporte, o apresentador Ivan Moré foi congelado, como tradicionalmente eram os personagens da novela ao fim dos capítulos. Em seguida, o Jornal Hoje voltou a abordar o assunto. No Jornal Nacional, Renata Vasconcellos e Heraldo Pereira chamaram imagens do Globocop sobrevoando as praticamente desertas avenidas Paulista e Atlântica. E a edição terminou com uma despedida diferente: "Boa noite e boa novela!".
Ruas importantes das duas maiores cidades do país estão quase vazias agora.
Heraldo Pereira, na edição de sexta do Jornal Nacional, minutos antes do capítulo final de Avenida Brasil entrar no ar
Divulgados os números que mostraram o final de Avenida Brasil na frente dos índices de suas antecessoras, o Jornal da Globo entrou no ar e dedicou todo o seu primeiro bloco ao assunto. Uma das reportagens mostrou locais inusitados para se acompanhar a novela, mas que mesmo assim se uniram ao Brasil na ansiedade pelo desfecho do folhetim, como uma tribo indígena.
É um fato digno de estudo antropológico.
Arnaldo Jabor, em crônica exibida no Jornal da Globo, comentando o sucesso de Avenida Brasil
Vale lembrar que o Fantástico do domingo passado já havia especulado por um longo tempo sobre o assassino de Max e que o Profissão Repórter de terça pegou carona no título da novela em seu tema. Além disso, a Globo News tinha exibido reportagens mostrando a preparação do sistema elétrico brasileiro para evitar um apagão e o Globo Repórter foi ao ar ao vivo, contando inclusive com link do local em que o elenco se confraternizava.
E se enganou quem imaginou que o "Fim" iria frear a repercussão, que prosseguiu nas edições de sábado do Jornal Hoje e do Jornal Nacional, que mostraram como o Brasil parou. No domingo, Faustão levou 4 atores de Avenida Brasil ao seu palco, enquanto a estreia de Salve Jorge teve apenas uma rápida citação.
O último capítulo da novela Avenida Brasil parou o país.
Renata Vasconcellos, na edição de sábado do Jornal Nacional
Para que o folhetim de Glória Perez não seja ainda mais atrapalhado pela comoção instalada com o desfecho de Avenida Brasil, a Globo baixou uma ordem para que seus programas evitem comentar sobre a trama de João Emanuel Carneiro a partir dessa segunda.
E essa foi a repercussão apenas na rede global. Várias afiliadas levaram ao ar matérias próprias sobre o desfecho de Avenida Brasil em seus telejornais locais. Casos da Globo Rio, TV Bahia, TV Liberal, EPTV, TV Integração, RBS, TV Tribuna, RPC, TV Verdes Mares, Rede Amazônica, InterTV Cabugi, TV Tem, Globo Nordeste, TV Mirante, TV Sergipe, TV Anhaguera e TV Gazeta, dentre outras.
E até o candidato José Serra abordou o "quem matou Max?" no seu programa eleitoral em São Paulo.
Atrações de outras emissoras, como o Pânico na Band e o Saturday Night Live fizeram versões do encerramento do folhetim.
Ao longo de sua exibição, a novela conseguiu outros feitos raros como ser capa das revistas Veja e Época.
Na internet, mais sucesso. A tag #OiOiOiFinal foi o assunto mais comentado do planeta. Oi Oi Oi era a expressão publicada pelos internautas em cada ida para o intervalo da novela, numa referência ao hit da abertura. Outros memes derivados da trama são o "É culpa da Rita" e "Eu quero ver tu me chamar de amendoim", sem contar a multidão de fotos publicadas com o efeito congelado do encerramento dos capítulos.
No mundo
O mundo acompanhou os fatos ocorridos no fictício subúrbio carioca
Na Argentina, que já havia destacado a trama por causa das mudanças de horários da final da Libertadores e de confrontos entre a nossa Seleção e a dos hermanos, os 2 maiores jornais do país se renderam ao fenômeno. O Clarín falou em "goleada de amor" e o La Nación observou que o Brasil poderia ter sofrido um apagão. O portal Infobae informou o número surpreendente que o capítulo final marcou: 51 pontos.
A repercussão atravessou oceanos e chegou ao diário inglês The Guardian, que destacou a mudança na agenda da presidenta Dilma Rousseff. Ainda na terra da Rainha, a BBC classificou Carminha como uma vilã lendária. O francês Le Figaro constou os recordes quebrados por Avenida Brasil. O assunto virou pauta até mesmo em publicações com foco econômico, como o Financial Times. A Forbes mostrou que a novela tirou o foco de outros temas teoricamente mais relevantes. Washington Post, ABC, Fox News, a versão filipina do Yahoo e a Sky News também se renderam ao boom que veio do Divino.
Assuntos relacionados:
Avenida Brasil,
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A novela que congelou o Brasil
Os congelamentos ao final de cada capítulo de Avenida Brasil eram o auge da tensão proporcionada pela novela. Antecedidos por uma trilha que indicava quando o momento se aproximava, o efeito proporcionou cenas que entram para história da dramaturgia brasileira. Assim como o folhetim em si também garante seu espaço entre os que serão lembrados com um carinho todo especial do público no futuro. Avenida Brasil resgatou o hábito de congelar o telespectador diante da TV, feito que se tornou raro na última década.
Herdando o horário da super popular Fina Estampa, a trama sofreu certa rejeição inicial do telespectador mais conservador. Fuga compensada pelo público que não tem o hábito de acompanhar a faixa, mas abriu uma exceção para Avenida. Dentre esse público, jovens acostumados com o ritmo frenético das séries estadunidenses que conseguiu ser adaptado com êxito ao formato de exibição diária por João Emanuel Carneiro e homens, que muitas vezes usaram o fictício Divino Futebol Clube como desculpa para acompanharem a saga de Nina e Carminha.
Do abandono de Rita ao abraço das rivais, foram 179 capítulos e muitas viradas. Grandes viradas, como quando Nina humilhou Carminha por dias seguidos enquanto a então esposa de Tufão ainda enganava sua família ou pequenos ganchos ao final de cada bloco.
Ganchos tão convincentes que deixavam o público na ânsia de não perder absolutamente nenhum instante da novela, para tristeza das concorrentes Record e SBT, que ficavam com 20 vezes menos audiência que a Globo. Isso com São Paulo sendo a pior performance de Avenida Brasil dentre as principais cidades do país. Ao longo do Painel Nacional de Televisão, praças como Florianópolis e Salvador renderam números muito maiores, algo similar ao já ocorrido com Cheias de Charme e Cordel Encantado, por exemplo.
Classe C
Fatia do público tão desejada pelas emissoras, a classe C foi acertada em cheio por Avenida Brasil. O trunfo ficou em fisgar essa nova classe média, porém sem esquecer das demais camadas. Ou seja, uma novela sobre classe C, mas não somente para classe C. E deu certo.
O fictício bairro do Divino representa bem o novo contexto da sociedade brasileira. Personagens caricatos, mas absolutamente verossímeis deram o tom do que acompanhamos nos últimos meses. Tão verossímeis que acabaram virando sinônimos de termos do nosso cotidiano. Não é difícil ver alguém chamando um corno de Tufão ou uma periguete de Suellen.
Soma de fatores
O roteiro ágil e convincente sozinho não seria suficiente para o sucesso de Avenida Brasil, porém ele se casou perfeitamente com direção e elenco. Alguém consegue citar um nome que tenha comprometido a trama?
A qualidade até mesmo de atores sem tanta experiência foi tão surpreendente que muitos personagens acabaram ganhando espaço no folhetim além do que era previsto. Casos de Zezé, Adauto e Janaína, por exemplo.
A consagração
Em um elenco com tantos bons nomes, conseguir luz própria se torna um feito digno de aplausos. Aplausos que vão para Adriana Esteves, a intérprete de uma inesquecível Carminha. Não tão louca quando Nazaré Tedesco, não tão psicopata como Flora... Carmen Lúcia era simplesmente uma mulher que queria se dar bem na vida e se via diante de diversos dilemas. Uma confusão de sentimentos que foi muito bem representada por Esteves, que acabou trazendo o amor do público. Tanto é que a vilã não se deu tão mal assim, sendo inclusive perdoada por aquela que tentou a destruir durante os 178 capítulos anteriores.
A revelação
Débora Falabella fez uma excelente Nina, mas quem conseguiu a afeição do Brasil para ver foi Mel Maia, intérprete da Rita. Em seu primeiro trabalho na televisão, a atriz conseguiu cativar quem acompanhava Avenida Brasil. Todo esse talento fez com que ela já esteja reservada para o elenco de O Pequeno Buda.
Herdando o horário da super popular Fina Estampa, a trama sofreu certa rejeição inicial do telespectador mais conservador. Fuga compensada pelo público que não tem o hábito de acompanhar a faixa, mas abriu uma exceção para Avenida. Dentre esse público, jovens acostumados com o ritmo frenético das séries estadunidenses que conseguiu ser adaptado com êxito ao formato de exibição diária por João Emanuel Carneiro e homens, que muitas vezes usaram o fictício Divino Futebol Clube como desculpa para acompanharem a saga de Nina e Carminha.
Do abandono de Rita ao abraço das rivais, foram 179 capítulos e muitas viradas. Grandes viradas, como quando Nina humilhou Carminha por dias seguidos enquanto a então esposa de Tufão ainda enganava sua família ou pequenos ganchos ao final de cada bloco.
Ganchos tão convincentes que deixavam o público na ânsia de não perder absolutamente nenhum instante da novela, para tristeza das concorrentes Record e SBT, que ficavam com 20 vezes menos audiência que a Globo. Isso com São Paulo sendo a pior performance de Avenida Brasil dentre as principais cidades do país. Ao longo do Painel Nacional de Televisão, praças como Florianópolis e Salvador renderam números muito maiores, algo similar ao já ocorrido com Cheias de Charme e Cordel Encantado, por exemplo.
Classe C
Fatia do público tão desejada pelas emissoras, a classe C foi acertada em cheio por Avenida Brasil. O trunfo ficou em fisgar essa nova classe média, porém sem esquecer das demais camadas. Ou seja, uma novela sobre classe C, mas não somente para classe C. E deu certo.
O fictício bairro do Divino representa bem o novo contexto da sociedade brasileira. Personagens caricatos, mas absolutamente verossímeis deram o tom do que acompanhamos nos últimos meses. Tão verossímeis que acabaram virando sinônimos de termos do nosso cotidiano. Não é difícil ver alguém chamando um corno de Tufão ou uma periguete de Suellen.
Soma de fatores
O roteiro ágil e convincente sozinho não seria suficiente para o sucesso de Avenida Brasil, porém ele se casou perfeitamente com direção e elenco. Alguém consegue citar um nome que tenha comprometido a trama?
A qualidade até mesmo de atores sem tanta experiência foi tão surpreendente que muitos personagens acabaram ganhando espaço no folhetim além do que era previsto. Casos de Zezé, Adauto e Janaína, por exemplo.
A consagração
Em um elenco com tantos bons nomes, conseguir luz própria se torna um feito digno de aplausos. Aplausos que vão para Adriana Esteves, a intérprete de uma inesquecível Carminha. Não tão louca quando Nazaré Tedesco, não tão psicopata como Flora... Carmen Lúcia era simplesmente uma mulher que queria se dar bem na vida e se via diante de diversos dilemas. Uma confusão de sentimentos que foi muito bem representada por Esteves, que acabou trazendo o amor do público. Tanto é que a vilã não se deu tão mal assim, sendo inclusive perdoada por aquela que tentou a destruir durante os 178 capítulos anteriores.
A revelação
Débora Falabella fez uma excelente Nina, mas quem conseguiu a afeição do Brasil para ver foi Mel Maia, intérprete da Rita. Em seu primeiro trabalho na televisão, a atriz conseguiu cativar quem acompanhava Avenida Brasil. Todo esse talento fez com que ela já esteja reservada para o elenco de O Pequeno Buda.
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sábado, 13 de outubro de 2012
Meu coração vai ser rebelde para sempre
Se "E sou rebelde quando não sigo os demais" foi a frase mais marcante das canções do RBD, os integrantes de Rebeldes deverão ser lembrados dentro de algum tempo pelo verso que dá título a esse post. Presente nas aberturas das duas temporadas da novela, ela ilustra o sentimento que os milhares de fãs do sexteto pop podem levar para suas vidas: O da rebeldia, em seu sentido mais positivo. Resta saber se a nova geração vai ser tão engajada quanto a anterior que continua acompanhando os passos dos RBDs mesmo depois de anos da separação do grupo.
Mas e a novela Rebelde? Sim, ela é diferente da banda Rebeldes, apesar de se complementarem. 1 mês depois da estreia, o Território a destacava como acerto da Record. Mas muita coisa mudou de lá para cá. Quase 60 vezes apenas o horário. Entre 17h durante o Pan de Guadalajara e quase 22h na Olimpíada de Londres, passando por praticamente todos os intervalos entre essas faixas, lá esteve Rebelde em algum momento. E nem sempre por sua causa. Além dos eventos esportivos, as mudanças iniciais aconteceram quando o folhetim ainda mantinha bons números de audiência, mas o Jornal da Record, que o sucedia, derrubava.
Na autoria, apenas 1 mudança, mas tão radical que valeu por várias. Saiu Margareth Boury e entrou Emílio Boechat, seu colaborador na fase inicial. Pressionado pela cúpula do canal, Boechat atirou para todos os lados e não acertou o alvo. Desde a entrada de crianças numa evidente cópia de Carrossel, fenômeno da concorrência que também atrapalhou a vida de Rebelde, até ao ponto dos protagonistas virarem meros figurantes de luxo em meio aos personagens que chegaram depois (Miguel e Binho, por exemplo), a operação de salvamento não deu resultados e fez com que a Record tomasse a abrupta decisão de encurtar a 2ª temporada, o que prejudicou bastante a semana final.
E o próprio capítulo final em si não fez muito sentido. Muitos fatos que evidentemente serviriam de ganchos numa situação normal tiveram início, meio e fim dentro dele. A duração nem foi aumentada em relação aos capítulos anteriores, numa clara demonstração de má vontade da Record, já que a exibição do final foi sucedida pelas reprises do Tudo a Ver.
Se salvou o último bloco, que teve uma das mais românticas cenas do ano (a reconciliação de Diego e Roberta - a partir de 5m), vários desfechos interessantes que lamentavelmente duraram poucos segundos narrados por Vitória e muita cantoria, afinal, mesmo que divida opiniões, a banda é um inegável sucesso. São mais de 200 mil cópias vendidas, feito raro na era virtual (OK que o RBD vendia discos na casa dos milhões, mas a Record Entretenimento não costuma ver seus artistas chegaram nem aos seis dígitos). A lotação dos shows que chegou a causar incidentes em locais como São José do Rio Preto e Belém e a repercussão nas redes sociais que sempre tinham tópicos sobre Rebelde entre os mais comentados também impressiona.
Falando em impressionar, a multidão que cercou o Recnov para o fim das gravações chega a ser espantadora.
Coisas da Record...
O retorno do horário político na segunda-feira vai complicar ainda mais que possa ser apontada a atração que vai substituir Rebelde. Será o reality Fazenda de Verão, que inicialmente foi programada para entrar no ar logo depois do fim da trama? Ou a reprise de Rei Davi? Ou ainda a próxima adaptação de um texto da Televisa (que ninguém tem ideia de quando vai sair)?
Curiosidades
Não houve nenhum tipo de crédito indicando o fim da novela. A animação de encerramento sempre adotada nos capítulos foi usada normalmente.
Se tratando de Record, é raro que uma novela acabe em plena sexta-feira, o que sempre acontece em suas concorrentes.
O capítulo de hoje marcou 3 pontos de média. A estreia, em março de 2011, deu 9.
A banda continua
Mesmo com o fim já anunciado e a tendência natural de que o público mingue sem a vitrine diária na TV, o grupo que reúne o sexteto principal de Rebelde vai continuar se apresentando em turnê de despedida pro pelo menos mais 2 meses, o que levanta boatos de que ele ainda pode se tornar um seriado, como aconteceu com os "primos" mexicanos em RBD: La Familia. Seria uma solução razoável para que a Record não perdesse completamente o nicho que conquistou.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Mesmo exibido para apenas 6 pontos, discurso de Paloma Duarte no último capítulo de Máscaras polemiza
Depois de meses de audiência fraca (até poucos para o padrão da Record, devido ao encurtamento realizado), mudança de horário para quase 0h, mudanças na equipe de direção e críticas por ser considerada extremamente elitista, Máscaras chegou ao fim na noite de ontem com apenas 6 pontos de média. Para se ter uma ideia do fracasso, Vidas em Jogo, sua antecessora, marcou o triplo no capítulo final. Esses números dão ideia de como será complicada a missão de Balacobaco para retomar os bons números do segundo horário de novelas da Record.
Sem muitos telespectadores que acompanharam a história curiosos pelo desfecho, o final de Máscaras ficou marcado por um discurso da sempre excelente Paloma Duarte. A fala da intérprete de Eliza dividiu opiniões em redes sociais e pode ser considerada uma das poucas (ou até a única) inovação feita por Lauro César Muniz que foi bem recebida pelo público.
Sem muitos telespectadores que acompanharam a história curiosos pelo desfecho, o final de Máscaras ficou marcado por um discurso da sempre excelente Paloma Duarte. A fala da intérprete de Eliza dividiu opiniões em redes sociais e pode ser considerada uma das poucas (ou até a única) inovação feita por Lauro César Muniz que foi bem recebida pelo público.
sábado, 29 de setembro de 2012
Uma novela cheia de charme
As Marias do Lar viraram Cheias de Charme. A mudança causou estranheza antes mesmo da estreia da novela, mas o tempo tratou de fazer justiça aos que atualizaram o título da trama. Maria da Penha, Maria do Rosário e Maria Aparecida foram muito mais que do lar. Foram do Brasil, do mundo... Mundo conectado pela internet, ferramente tão bem explorada no folhetim, como o próprio blog já observou.
Com um começo arrasador, Cheias de Charme fisgou o público, que não a largou mais. Começo tão arrasador que fez algumas fases intermadiárias, mesmo que superiores aos melhores momentos de algumas antecessoras soarem chatas. Quem tem Empreguetes, não queria caçar com Dra. Lígia. Sorte que esses momentos foram minoria. Um drama familiar dos mais clichês ficou mesmo perdido em uma trama marcada pela ousadia.
Ousadia no lançamento do clipe Vida de Empreguete, uma das cenas primordiais da história, ter sido feito primeiro na internet. Ousadia por ter insistido em um trio de protagonistas no horário, depois dos fracassos de Três Irmãs e Tempos Modernos. Ousadia ao apostar em longas cenas musicais, sendo que o gênero anda sem trazer bons números nem mesmo aos programas de auditórios.
Ousadia sim, revolução não. Cheias de Charme teve elementos que evoluíram o horário das 19h, mas não mudou a essência cômica da faixa. E outro trunfo dos estreantes Filipe Miguez e Izabel de Oliveira veio dessa dosagem.
Além das Marias
Se engana quem pensa que o trio de empregadas que virou hit pop não apenas na ficção "salvou" Cheias de Charme. A trama foi além disso. Como não citar Chayene e Socorro? Cláudia Abreu e Titina Medeiros formaram uma das duplas mais geniais da história recente. Tão necessárias uma para outra quanto Batman e Robin, a brabuleta e a curica divertiram o Brasil. Tanto é que o final delas não poderia ser outro: Voltaram a se unir.
Falando nos finais, apenas o retorno de Penha e Sandro decepcionou. Depois do malandro tanto aprontar, a nova chance deu ideia de que simplesmente se redimir pode passar uma borracha no passado.
Mas qualquer contratempo com esse casal certamente foi remediado pela genial cena de encerramento, que reuniu as Empreguetes, Chayene e Fabian cantando o tema da abertura, interpretado por Gaby Amarantos ao longo do folhetim.
Com um começo arrasador, Cheias de Charme fisgou o público, que não a largou mais. Começo tão arrasador que fez algumas fases intermadiárias, mesmo que superiores aos melhores momentos de algumas antecessoras soarem chatas. Quem tem Empreguetes, não queria caçar com Dra. Lígia. Sorte que esses momentos foram minoria. Um drama familiar dos mais clichês ficou mesmo perdido em uma trama marcada pela ousadia.
Ousadia no lançamento do clipe Vida de Empreguete, uma das cenas primordiais da história, ter sido feito primeiro na internet. Ousadia por ter insistido em um trio de protagonistas no horário, depois dos fracassos de Três Irmãs e Tempos Modernos. Ousadia ao apostar em longas cenas musicais, sendo que o gênero anda sem trazer bons números nem mesmo aos programas de auditórios.
Ousadia sim, revolução não. Cheias de Charme teve elementos que evoluíram o horário das 19h, mas não mudou a essência cômica da faixa. E outro trunfo dos estreantes Filipe Miguez e Izabel de Oliveira veio dessa dosagem.
Além das Marias
Se engana quem pensa que o trio de empregadas que virou hit pop não apenas na ficção "salvou" Cheias de Charme. A trama foi além disso. Como não citar Chayene e Socorro? Cláudia Abreu e Titina Medeiros formaram uma das duplas mais geniais da história recente. Tão necessárias uma para outra quanto Batman e Robin, a brabuleta e a curica divertiram o Brasil. Tanto é que o final delas não poderia ser outro: Voltaram a se unir.
Falando nos finais, apenas o retorno de Penha e Sandro decepcionou. Depois do malandro tanto aprontar, a nova chance deu ideia de que simplesmente se redimir pode passar uma borracha no passado.
Mas qualquer contratempo com esse casal certamente foi remediado pela genial cena de encerramento, que reuniu as Empreguetes, Chayene e Fabian cantando o tema da abertura, interpretado por Gaby Amarantos ao longo do folhetim.
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terça-feira, 10 de abril de 2012
Vidas em Jogo termina com final surpreendente
Vidas em Jogo chegou ao fim na noite de ontem sendo uma novela absolutamente mediana. Pior do que Chamas da Vida (trama anterior da autora) e melhor do que Ribeirão do Tempo (sua antecessora no horário), a medianidade se resume nos números da média geral do Ibope que passam longe de figurar entre os melhores, mas também escapam com certa folga dos piores da história da Record.
O último capítulo teve diversos momentos fortes, mas chamou a atenção mesmo pela cena final. Boa parte da história se construiu com base na busca pelo assassino misterioso de integrantes do bolão e eis que não existia assassino algum! Os sumiços e mortes foram muito mal explicados com máscaras americanas e dublês, parte do plano de alguns membros que tentavam analisar se alguém realmente estaria disposto a matar seus amigos por dinheiro. Com todos sendo realmente amigos, um belo discurso sobre valores prevaleceu para encerrar o folhetim. Destaque para comovente atuação de Betty Lago, que recentemente descobriu estar com câncer.
Com essa surpreendente pegadinha, o capítulo final alcançou diversos momentos de liderança do Ibope. Foram 17 pontos de média e 19 de pico.
O último capítulo teve diversos momentos fortes, mas chamou a atenção mesmo pela cena final. Boa parte da história se construiu com base na busca pelo assassino misterioso de integrantes do bolão e eis que não existia assassino algum! Os sumiços e mortes foram muito mal explicados com máscaras americanas e dublês, parte do plano de alguns membros que tentavam analisar se alguém realmente estaria disposto a matar seus amigos por dinheiro. Com todos sendo realmente amigos, um belo discurso sobre valores prevaleceu para encerrar o folhetim. Destaque para comovente atuação de Betty Lago, que recentemente descobriu estar com câncer.
Com essa surpreendente pegadinha, o capítulo final alcançou diversos momentos de liderança do Ibope. Foram 17 pontos de média e 19 de pico.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Vitória de Fael não mostra retrocesso do público do Big Brother
Para quem não acompanhou o reality, até que o retorno do grande prêmio para as mãos do cowboy ingênuo poderia ser visto como uma volta ao pensamento passado do telespectador do Big Brother Brasil. Sorte que as circunstâncias do jogo apontam que o caminho não foi bem esse.
Depois de várias tentativas frustradas de dividir a casa com muros, punições apra determinados participantes e outras milaborantes e válidas estratégias, Boninho viu essa ruptura ocorrer naturalmente. Apenas o ego da Selva causou a divisão. Como reação em busca de proteção, foi formada a Praia. Os nomes de batismo dos grupos se derivam da decoração dos quartos ocupados por seus integrantes
A Selva fez uma boa estratégia para o início do programa, mas se esqueceu de que a decisão final sempre vai ser do público. O grupo tinha a maioria dos votos, mas acabou sendo totalmente eliminado e com alta rejeição em alguns casos. Casos de Laisa (88%) e Rafa (92%). A estratégia dos jogadores poderia os render bons frutos em programas com decisões internas, como a versão americana do Big Brother. Só que o brasileiro está acostumado com os vilões e mocinhos das novelas. A divisão feita nos realitys é exatamente essa. Se a Selva tivesse alcançado apoio popular, não seria pela compreensão de que um jogo se passa dentro da casa e algumas coisas que não são válidas na "vida real" seriam compreensíveis dentro dele. Seria pela identificação e vontade de copiar as atitudes feitas em qualquer situação. E isso sim seria preocupante.
Dentro da Praia, a vitória de Fael também seria justa. Jakeline e João Maurício poderiam ter chegado bem mais longe, mas acabaram prejudicados pela reação tardia dos praianos que colocou membros do grupo em confronto direto. Considerando apenas o quarteto finalista (Jonas, Fabiana, Kelly e Fael), a vitória de Fael soa igualmente justa. Tudo bem que a vitória dos outros não chegaria a ser injusta, só que Jonas se arriscou demais ao se envolver em vários romances na casa. Se Renata foi julgada por isso, a mesma lógica vale para o modelo; Fabi vinha muito bem e teria tido mais chances, não fosse o aparente surto de stress na reta final e Kelly foi praticamente uma planta de tão pouco que fez na casa. Fael chegou perto disso, mas foi salvo pelos flertes com Fabiana num enredo digno de novela mexicana da década de 80 e a ficada com a espanhola Noemí.
A edição do suposto estupro
Apesar de todo o desenvolvimento do jogo, o grande destaque do BBB12 ficou por conta do suposto estupro logo no início do reality. Depois de toda a polêmica que dominou a mídia brasileira, Monique inocentou Daniel completamente após a sua saída da casa e o processo foi arquivado. O modelo agora tenta reconstruir sua imagem, com participações em programas globais, como o Mais Você e a própria final o Big Brother. Apesar dessa ajudinha na Globo na tentativa de alavancar positivamente a sua carreira, a emissora deve ser processada pelo participante expulso.
Depois de várias tentativas frustradas de dividir a casa com muros, punições apra determinados participantes e outras milaborantes e válidas estratégias, Boninho viu essa ruptura ocorrer naturalmente. Apenas o ego da Selva causou a divisão. Como reação em busca de proteção, foi formada a Praia. Os nomes de batismo dos grupos se derivam da decoração dos quartos ocupados por seus integrantes
A Selva fez uma boa estratégia para o início do programa, mas se esqueceu de que a decisão final sempre vai ser do público. O grupo tinha a maioria dos votos, mas acabou sendo totalmente eliminado e com alta rejeição em alguns casos. Casos de Laisa (88%) e Rafa (92%). A estratégia dos jogadores poderia os render bons frutos em programas com decisões internas, como a versão americana do Big Brother. Só que o brasileiro está acostumado com os vilões e mocinhos das novelas. A divisão feita nos realitys é exatamente essa. Se a Selva tivesse alcançado apoio popular, não seria pela compreensão de que um jogo se passa dentro da casa e algumas coisas que não são válidas na "vida real" seriam compreensíveis dentro dele. Seria pela identificação e vontade de copiar as atitudes feitas em qualquer situação. E isso sim seria preocupante.
Dentro da Praia, a vitória de Fael também seria justa. Jakeline e João Maurício poderiam ter chegado bem mais longe, mas acabaram prejudicados pela reação tardia dos praianos que colocou membros do grupo em confronto direto. Considerando apenas o quarteto finalista (Jonas, Fabiana, Kelly e Fael), a vitória de Fael soa igualmente justa. Tudo bem que a vitória dos outros não chegaria a ser injusta, só que Jonas se arriscou demais ao se envolver em vários romances na casa. Se Renata foi julgada por isso, a mesma lógica vale para o modelo; Fabi vinha muito bem e teria tido mais chances, não fosse o aparente surto de stress na reta final e Kelly foi praticamente uma planta de tão pouco que fez na casa. Fael chegou perto disso, mas foi salvo pelos flertes com Fabiana num enredo digno de novela mexicana da década de 80 e a ficada com a espanhola Noemí.
A edição do suposto estupro
Apesar de todo o desenvolvimento do jogo, o grande destaque do BBB12 ficou por conta do suposto estupro logo no início do reality. Depois de toda a polêmica que dominou a mídia brasileira, Monique inocentou Daniel completamente após a sua saída da casa e o processo foi arquivado. O modelo agora tenta reconstruir sua imagem, com participações em programas globais, como o Mais Você e a própria final o Big Brother. Apesar dessa ajudinha na Globo na tentativa de alavancar positivamente a sua carreira, a emissora deve ser processada pelo participante expulso.
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